
Xangai - Após ficar muito perto de ganhar o título de 2010, mas ter visto seu companheiro levar a melhor, Mark Webber esperava um começo de ano diferente.
Mais uma vez com o melhor carro do grid nas mãos, o australiano de 34 anos ainda não foi páreo para Sebastian Vettel.
Nas duas primeiras provas, viu o parceiro de Red Bull sair na pole e vencer. Não largou bem nas duas corridas e reclamou de problemas em seu carro. Foi quinto na Austrália e quarto na Malásia.
Em Xangai, Webber mostrou os primeiros sinais de que não está lidando bem com o fato de estar atrás de Vettel o treino que definiria o grid do GP da China ocorreria após o fechamento desta edição.
A prova será na madrugada de hoje para amanhã, às 4 horas (de Brasília).
Ao ser questionado se estava incomodado por ter sido derrotado pelo alemão com frequência desde 2010, Webber se exaltou.
"Que pergunta estúpida! Ele não derrotou só a mim. Venceu todos. Talvez fosse o caso de nenhum de nós aparecer para correr mais", disse Webber, que garantiu não estar se sentindo pressionado.
"Se eu fosse um pouco mais novo, talvez estivesse em pânico a esta altura. Mas já estou na F-1 há um bom tempo para saber que as coisas não duram para sempre", falou.
Fernando Alonso, companheiro de Massa na Ferrari, esboça reação maior com menos discurso. Ontem o espanhol tinha um novo aerofólio dianteiro e outras pequenas modificações no carro.
Foi o próprio Alonso quem se antecipou para projetar a corrida. "Penso que aqui em Xangai tanto nós quanto a McLaren vamos estar mais próximos da Red Bull durante a prova, como já aconteceu na Malásia."
A exemplo da etapa malaia, muitas ultrapassagens deverão ocorrer na prova de Xangai.
"Penso que até mais do que em Sepang porque a reta é maior e a área de frenagem no final também é larga, permitindo escolher trajetória", disse Schumacher que, no ano passado, na sua volta à Formula 1, disputou no circuito chinês sua pior prova do campeonato, tendo cometido vários erros.
Rubens Barrichello, da Williams, sentia-se mais incomodado. "A Williams trouxe um novo sistema de escapamento e outras peças complementares. Criamos expectativas elevadas, mas o carro está desequilibrado demais", explicou.
Logo depois da corrida, o equipamento das 12 escuderias será embarcado para suas bases, na Europa. Há pressa. Um longo trabalho de estudos aerodinâmicos, notadamente, permitirá incorporar nos carros modificações significativas para o GP da Turquia, etapa seguinte do calendário, dia 8 de maio.
Será quase que o reinício da temporada. Mas o desafio é grande: a vantagem técnica da Red Bull é hoje significativa.
Ao vivo
GP da China, às 4 horas (de domingo), na RPC TV.



