
Um campeonato em que o líder da tabela, Fernando Alonso, chega na sétima etapa, que será disputada amanhã, em Montreal, no Canadá, cobrando melhoras em sua Ferrari para poder lutar pelo título, ao mesmo tempo em que o 10.º colocado, Sergio Perez, avisa que tem carro para ganhar. Com seis vencedores diferentes nas seis primeiras provas pela primeira vez em sua história, a Fórmula 1 nunca foi tão democrática. "Acho que todos podem ganhar uma corrida", atesta Perez, da Sauber. O próprio mexicano esteve próximo do feito na Malásia, quando foi segundo. Ainda por cima, marcou a melhor volta do último GP, em Mônaco. "Temos a velocidade para lutar por vitórias e acredito que poderíamos ter feito isso em Mônaco. Creio que há dez pilotos que podem surpreender, sendo realista", garantiu.
O consenso no paddock é que essa incerteza é resultado de uma série de restrições técnicas, que diminuíram as diferenças entre as equipes. "Quem não se deu muito bem com o regulamento do ano passado, como a Ferrari, Sauber e Williams, deu um salto neste ano e encostou naqueles que eram muito fortes, como a McLaren e a Red Bull. No momento, não há carros de ponta", identifica Mark Webber, da Red Bull. "Definitivamente, não temos o melhor carro", concorda Jenson Button, da McLaren, que marcou dois pontos nas últimas três provas.



