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Automobilismo

Lenta, Ferrari vira coadjuvante na Malásia

Nos treinos, Alonso e Massa ficaram mais de um segundo atrás dos pilotos da Red Bull e McLaren, reforçando a má fase da equipe

Fernando Alonso ficou bem distante das primeiras colocações nos treinos que antecederam o GP da Malásia, na madrugada deste domingo: “Entendemos agora não ter referência precisa da nossa velocidade” | Saeed Khan/ AFP
Fernando Alonso ficou bem distante das primeiras colocações nos treinos que antecederam o GP da Malásia, na madrugada deste domingo: “Entendemos agora não ter referência precisa da nossa velocidade” (Foto: Saeed Khan/ AFP)
Confira detalhes do GP da Malásia |

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Confira detalhes do GP da Malásia

Kuala Lumpur, Malásia - As variáveis numa corrida de Fórmula 1 são tantas que, de re­­pente, Fernando Alonso e Felipe Massa se aproveitam de alguma condição favorável, como a es­­tra­­tégia certa, e até mesmo vençam o GP da Malásia. Mas se a realidade da Ferrari prevalecer, e a prova seguir seu curso normal, os dois pilotos da equipe deverão terminar as 56 voltas no circuito de Sepang, amanhã, a partir das 5 horas (de Brasília), bem frustrados.

Ontem, depois dos dois treinos livres, ambos liderados pelo australiano Mark Webber, comprovando o domínio da Red Bull já mostrado na primeira etapa da temporada, Alonso e Massa compreenderam o que já suspeitavam após a prova de Melbourne, há duas semanas: o carro da Ferrari é bem mais lento que o RB7 da Red Bull e o MP4/26 da McLaren.

A expressão de Alonso e Mas­­sa, na sala de entrevistas, refletia com perfeição o estado de espírito dos dois. E da própria escuderia italiana. Depois de três horas de treinos livres na pista malaia, sob calor intenso, o espanhol registrou apenas o nono tempo, a 1,7 segundo de Webber, en­­quanto Massa foi o sexto colocado, também a mais de um segundo do australiano da Red Bull.

Com ar irritado, Alonso co­­mentou sobre a situação da Fer­­rari. "Tivemos uma pré-temporada excelente, mostramos elevada resistência, mas entendemos agora não ter referência precisa da nossa velocidade", afirmou o espanhol, ressaltando que os jornalistas são os culpados, por criar uma expectativa sobre algo desconhecido.

Os bons tempos obtidos por ele e Massa na pré-temporada não levavam crer que estivessem tão longe da Red Bull – enquanto isso, a McLaren ficou o tempo todo bem para trás. "A diferença deles para nós está muito grande. Teremos um fim de semana difícil", afirmou Massa, após os treinos. O pior é que Alonso não reclamou do carro. "Não é ruim, em absoluto, o que lhe falta, em comparação a Red Bull e McLa­­ren, é velocidade."

Na abertura do campeonato, há duas semanas, na Austrália, o entusiasmo da equipe italiana com os convincentes treinamentos na pré-temporada caíram por água por causa de Red Bull e McLaren mostrarem-se muito mais velozes na pista. O discurso de Alonso é de resignação. "Temos um longo trabalho pela frente. O campeonato é extenso", avisou o espanhol, que luta para melhorar o carro da Ferrari – sua resposta aerodinâmica está bem aquém da gerada pelos carros da Red Bull e da McLaren, que ficaram com as quatro primeiras posições nos treinos livres em Sepang. "Falta de aderência para poder ser mais rápida."

Chefe da Ferrari, Stefano Do­­menicali já entendeu também que os dois engenheiros responsáveis pelos carros da equipe, o grego Nikolas Tomba­­zis e o italiano Aldo Costa, não têm a competência necessária para enfrentar o grupo liderado por Adrian Newey, na Red Bull, e Tim Goss, na McLaren.

Assim, a sempre favorita Ferrari promete ser novamente apenas coadjuvante no GP da Malásia, que acontece amanhã e tem como principais candidatos à vitória os dois pilotos da Red Bull (Webber e o alemão Sebas­­tian Vettel) e os dois da McLaren (os ingleses Lewis Hamilton e Jenson Button).

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