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Automobilismo

Massa desafia despedida melancólica da Ferrari

Único brasileiro a correr em Interlagos no último GP da temporada, piloto sonha com vitória em momento descendente da carreira

Felipe Massa veste as cores da Ferrari pela última vez no GP do Brasil | Sebastião Moreira / EFE
Felipe Massa veste as cores da Ferrari pela última vez no GP do Brasil (Foto: Sebastião Moreira / EFE)

No melhor sonho de Felipe Massa, a partir do momento em que soube que a Ferrari não iria renovar seu contrato, a despedida ideal da escuderia seria com uma vitória em casa, amanhã, em Interlagos, no Grande Prêmio que tem largada às 14 horas.

No mesmo autódromo em que começou a carreira no kart, em 1990, porém, o piloto tenta evitar um adeus melancólico para uma carreira em declínio. A última vitória do brasileiro na F1 aconteceu há cinco anos. Massa tinha 27 anos de idade e fazia a melhor de suas três temporadas até então com o carro vermelho. Subiu no lugar mais alto do pódio no GP do Brasil, mas viu o inglês Lewis Hamilton estragar sua festa com uma ultrapassagem na última volta e ficar com o título.

A partir desse momento, a trajetória de Massa na F1 mudou. De um jovem talentoso que poderia sonhar em ser campeão, passou a ser coadjuvante do espanhol Fernando Alonso. A disputa por vitórias nunca mais foi seu roteiro. O máximo que conseguiu foram seis terceiros lugares.

A fase piorou depois do incidente com uma mola do carro de Rubens Barrichello que se soltou e acertou seu capacete, em 2009, na Hungria. Ficou em coma. Se recuperou, mas perdeu as oito corridas restantes da temporada.

Perdeu também a competitividade. A prova cabal veio em 2010, quando seguiu a ordem de abrir para o companheiro de equipe. "Fernando is faster than you [Fernando está mais rápido do que você]", dizia a famigerada mensagem via rádio do engenheiro Rob Smedley. Massa abriu e Alonso, não só ultrapassou na pista como também assumiu o posto de primeiro piloto da escuderia.

Nos dois campeonatos seguintes, o brasileiro ficou em sexto. Ano passado, foi sétimo – mesma posição que terminará em 2013. Substituído na Ferrari pelo finlandês Kimi Raikkonen, fechou com a Williams para tentar uma retomada na carreira.

No adeus no Brasil, onde também venceu em 2006, tentará relembrar os velhos tempos. "Felipe construiu uma história incrível na Ferrari. Ele é um cara espetacular, tivemos muitos bons momentos juntos, e alguns ruins, também. Ele merece que esta despedida seja especial, pois esteve muito próximo do título aqui em São Paulo", lembrou o diretor da escuderia, Stefano Domenicale.

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