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Automobilismo

Rosberg estreia o ponto alto do pódio na China

Após 110 corridas, piloto alemão ganha pela primeira vez na Fórmula 1. Resultado encerra também um jejum de 57 anos da Mercedes

Nico Rosberg faz o tradicional gesto do número 1 para celebrar a primeira conquista na F1. “Foi algo que domou para chegar” | Aly Song/ Reuters
Nico Rosberg faz o tradicional gesto do número 1 para celebrar a primeira conquista na F1. “Foi algo que domou para chegar” (Foto: Aly Song/ Reuters)

A expectativa de alto desgaste de pneus por parte da Mercedes ficou na teoria e Nico Rosberg aproveitou o forte ritmo para conquistar, no GP da China, sua primeira vitória na carreira na Fórmula 1, depois de 110 GPs disputados.

O piloto alemão, que estreava como detentor da pole em Xangai, obteve ainda o primeiro triunfo da montadora desde seu retorno à categoria, em 2010. A última vitória dos prateados acontecera em 1955, com o argentino Juan Manoel Fangio. "Foi algo que demorou para chegar, não apenas para mim, como também para a equipe. É muito bom ver nosso progresso, e de forma tão rápida. Não esperava ser tão veloz. Fiquei muito feliz com o ritmo que tivemos", afirmou o vencedor.

Com isso, Rosberg quebra uma sequência que já durava 44 GPs nos quais apenas Sebastian Vettel, Lewis Hamilton, Jenson Button, Fernando Alonso e Mark Webber dividiram as vitórias, segunda maior marca da história, atrás apenas da hegemonia de Ayrton Senna, Nelson Piquet, Nigel Mansell, Gerhard Berger e Alain Prost nos anos 1980. O alemão é também o sexto vencedor diferente nas últimas seis provas, contando as últimas etapas do ano passado. "Sei como é o gosto de vencer sua primeira prova, é incrível. Tenho certeza de que muitas outras vitórias virão, só espero que não seja neste ano", brincou Jenson Button, segundo colocado na prova.

Hamilton, o terceiro, tornou-se o único piloto a conquistar pódios nas três etapas iniciais e foi alçado à liderança do Mundial. Fernando Alonso, que era líder antes da etapa, foi apenas o nono na China e caiu para terceiro. "Se continuar trabalhando dessa maneira, tenho certeza de que as vitórias chegarão", ponderou Hamilton.

O GP da China ficou marcado pelas inúmeras brigas por posições, em muitos casos, envolvendo mais de três pilotos. As situações vividas por Kimi Raikkonen e Vettel ilustram o equilíbrio pouco usual da corrida. O finlandês estava em segundo até poucas voltas para o final. Quando Vettel o superou, um trem composto por vários carros veio junto e Kimi foi parar na distante 14.ª colocação. O atual bicampeão, por sua vez, ao passar Raikkonen imaginou que estaria no pódio, mas em três voltas acabou superado por Button, Hamilton e Webber. Terminou em 5.º.

A próxima etapa será no Bahrein, no próximo fim de semana, ainda que o país passe por conflitos entre manifestantes e forças do governo.

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