
O piloto polonês Robert Kubica, da Renault, vai perder o início da temporada 2012 da F1. Ontem ele reconheceu que até março, mês do primeiro GP, não terá recuperado a forma física, prejudicada pelo acidente em uma prova de rali na Itália, em fevereiro. Já em São Paulo para a disputa do GP do Brasil, no fim de semana, dois brasileiros estão de olho na vaga: Bruno Senna e Rubens Barrichello.
Kubica, 26 anos, não disputou esta temporada. No início do ano, passou dois meses internado recuperando-se dos ferimentos. Ele sofreu fraturas no braço e na perna direita e nas duas mãos, também perdeu muito sangue e foi submetido a várias operações.
"Mesmo eu tendo trabalhado muito duro durante as últimas semanas, cheguei à conclusão que ainda não estou pronto para a temporada 2012", disse em comunicado. "Foi uma decisão difícil, mas é a mais razoável. Minha recuperação é muito animadora e meus médicos continuam impressionados. Só preciso de mais tempo, uma vez que quero estar 100% antes de me comprometer a guiar novamente."
A Renault, que tem interesse no brasileiro Rubens Barrichello, apoiou a decisão de Kubica. "Todo mundo na equipe está bastante triste. Robert [Kubica] não correr na Austrália no início da próxima temporada não é o que todos nós esperávamos", disse Eric Boullier, chefe da equipe. "No entanto, ele tomou uma decisão muito madura, agindo pelos interesses da Lotus Renault. Como uma equipe e uma família, nós continuamos 100% ao lado dele e vamos ajudá-lo o máximo que pudermos."
O alemão Nick Heidfeld ocupou a vaga de Kubica nas 11 primeiras corridas da temporada, sendo substituído no segundo semestre pelo brasileiro Bruno Senna. O outro piloto da equipe é o russo Vitaly Petrov, responsável por um grande volume de verba publicitária.
Senna admitiu que tem a concorrência de vários pilotos para continuar na escuderia. Além do reserva Romain Grosjean e de Rubens Barrichello, o brasileiro citou o alemão Adrian Sutil. "Todos os que estão no mercado em busca de um assento são meus inimigos", disse o sobrinho de Ayrton Senna, que em visita à fábrica da Renault em São José dos Pinhais na terça-feira se disse com esperanças de "começar de verdade" na categoria no ano passado correu pela precária Hispania.



