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"Testemunha X" aparece em investigação da Renault e complica Briatore

Elemento surpresa nas investigações confirmou acordo polêmico que resultou no acidente de Nelson Piquet no GP de Cingapura em 2008

Uma testemunha misteriosa, identificada como "Testemunha X", entregou provas contra o ex-chefe da Renault Flavio Briatore no escândalo do acidente armado envolvendo o piloto brasileiro Nelsinho Piquet, segundo documentos publicados nesta terça-feira.

Ao mesmo tempo, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) disse que o ex-chefe de engenharia da Renault, Pat Symonds, escreveu para declarar sua "vergonha e pesar eternos" pela conspiração no Grande Prêmio de Cingapura do ano passado.

A FIA disse que um quarto homem dentro da equipe soube na véspera da corrida do plano para que Nelsinho batesse intencionalmente para ajudar seu então colega de equipe, Fernando Alonso, a conquistar a corrida.

A Renault recebeu uma ameaça de suspensão da Fórmula 1 na segunda-feira, enquanto Briatore foi banido do esporte indefinidamente. Symonds foi suspenso por cinco anos. Pensava-se que a conspiração envolvia apenas Nelsinho, Briatore e Symonds. Na segunda-feira, a FIA declarou duvidar que o campeão Alonso teve conhecimento do plano.

No entanto, documentos publicados no site da FIA mostram que outro membro da equipe, considerado não-conspirador mas identificado como autor da denúncia, tinha conhecimento do plano antes da corrida e se opôs à ele.

A FIA disse que a "Testemunha X" contou aos investigadores ter estado "presente pessoalmente no encontro pouco depois da classificação no sábado, 27 de setembro de 2008, quando Symonds mencionou a possibilidade de um plano de batida a Briatore".

"Os conselheiros da FIA estão conscientes que a 'Testemunha X' não teve nenhum papel na conspiração e que, de fato, se opôs à isso e buscou distância disso", afirmou o relatório.

A FIA disse que não há evidências de que outras pessoas na equipe tenha tido conhecimento do que chamou de "conspiração secreta", além dos quatro mencionados.

De acordo com a federação, Nelsinho disse que foi Symonds quem propôs o plano da batida ele, enquanto o engenheiro disse que a ideia foi do piloto. A FIA disse que não chegou a nenhuma conclusão sobre de quem era a responsabilidade.

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