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Infraestrutura

Foz espera se firmar como polo esportivo

Cidade trabalha para receber novos eventos no próximo ano, além de servir como base de preparação para diversas seleções e equipes

Para o empresário esportivo José Carlos Brunoro, Foz do Iguaçu tem o grande trunfo de unir esporte e natureza | Christian Rizzi/ Gazeta do Povo
Para o empresário esportivo José Carlos Brunoro, Foz do Iguaçu tem o grande trunfo de unir esporte e natureza (Foto: Christian Rizzi/ Gazeta do Povo)

Foz do Iguaçu Referência no turismo de lazer e de negócios, Foz do Iguaçu, no Oeste paranaense, está em busca de outro título: o de potência na captação de eventos esportivos de pequeno e médio porte. No ano passado, por exemplo, a cidade recebeu cerca de 30 mil atletas.

Entre as vantagens que deixam para trás outros concorrentes estão a infraestrutura de transporte (são três aeroportos internacionais na região), o parque hoteleiro (com 22 mil leitos), a posição estratégica (na tríplice fronteira com o Paraguai e a Argentina) e as conhecidas op­­ções de lazer.

Somente este ano, Foz do Igua­­çu abrigou duas seleções brasileiras principais: a de futsal, para o Desafio Internacional contra o Paraguai, em julho, e a de basquete masculino, para a Copa Jenaro Tuto Marchand, disputada no mês passado, da qual participaram ainda Canadá, Porto Rico e República Dominicana.

Em outubro, será a vez dos Jogos Brasileiros do Tribunal de Contas da União, em novembro, do Sul-Americano de Motocross, e em 2012, das Olimpíadas Uni­­versitárias Brasileiras.

A primeira grande movimentação esportiva na cidade ocorreu em 1999, quando recebeu as seleções brasileira, mexicana e chilena de futebol. As três equipes fica­­ram concentradas em Foz para a disputa da Copa América, realizada no Paraguai, com alguns jogos na vizinha Ciudad del Este. No ano seguinte, foi a vez do Sul-Americano de Futsal, com outras quatro seleções. Mais recentemente, as corridas de rua passaram a ter calendário fixo na fronteira, entre elas a Meia-Maratona das Cataratas e a Maratona Inter­nacional de Foz do Iguaçu, ambas já na quinta edição.

Paralelamente à captação de eventos esportivos – Foz está na disputa para, entre outros, ser uma das subsedes da Copa do Mundo de 2014 –, o município vem buscando recursos federais para a construção de um centro poliesportivo. Orçado em R$ 28 milhões, seria uma arena multiuso com capacidade para oito mil espectadores, um centro de treinamento de futebol, com quatro campos e pista de atletismo, e um centro aquático.

A Confederação Brasileira de Natação já teria demonstrado interesse de usufruir da futura estrutura.

Na corrida para organizar os X Games em 2013, Foz deve apostar em um dos seus diferenciais mais fortes: a natureza. "Esse potencial quase nenhuma outra cidade no mundo tem e ele precisa ser explorado", destaca o diretor de marketing da Confe­­deração Brasileira de Basquete e empresário esportivo, José Carlos Brunoro.

Responsável por captar interessados em se candidatar à disputa para receber a etapa sul-americana do mais importante evento de esportes radicais do mundo, Bru­noro admite que a escolha pela cidade foi motivada por opção pessoal.

No Brasil, concorrem ainda Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. As candidaturas deverão ser apresentadas até fevereiro de 2012 e os vencedores conhecidos em abril. "Será uma excelente oportunidade que a cidade terá para mostrar ao mundo o potencial de aliar esporte e natureza, preservação e sustentabilidade", reforça a madrinha da campanha, a ex-jogadora de basquete, Hortência Marcari.

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