
A Federação Paranaense de Futebol (FPF) teve seu teto leiloado ontem, na casa de leilões Nogari, em Curitiba, para quitar dívidas com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). A sede, um terreno de 2.170 metros quadrados com 800 metros quadrados construídos, no bairro do Tarumã, foi arrematada pelo grupo de investimentos AK 7 Empreendimentos Imobiliários pelo lance mínimo, R$ 2,031 milhões, equivalente a 60% do valor avaliado para a propriedade, que é de R$ 3,385 milhões. A Federação pode recorrer da medida.
Esse foi apenas o primeiro dos leilões que a entidade terá de enfrentar. Vizinho à FPF, o Estádio do Pinheirão, interditado desde 2007, é o próximo item a ser negociado, provavelmente no mês que vem, com valor estimado em R$ 78 milhões.
Na venda de ontem, esperava-se que a entidade conseguisse barrar o negócio, nos moldes do que ocorreu no leilão anterior, quando o alvo era o estádio. Em outubro do ano passado, utilizando-se de empréstimos, a FPF pagou uma parcela da dívida e impediu a venda da praça de esportes antes que os primeiros lances fossem oferecidos.
A novela em torno da negociação da sede começou em maio de 2006, ainda sob a administração de Onaireves Moura, presidente afastado em 2007. Na época, o terreno era avaliado em R$ 2 milhões e a dívida com o INSS chegava a R$ 215,4 mil.
Com o passar dos anos, os débitos acumulados até 2007 cresceram, atingindo mais de R$ 4,8 milhões. A falta de pagamento levou a sede a leilão no mês passado, mas não houve interessados o que motivou a nova tentativa, desta vez pedindo pelo menos 60% do preço total.
A redução, porém, não atraiu muitos candidatos. Apenas um lance foi oficializado. E levou. "Neste tipo de leilão, de algo grande, não costuma aparecer muita gente, ainda mais por ser da FPF, o que é complicado", explicou o leiloeiro oficial Jorge Nogari, que conduziu o pregão. A AK 7 assumirá a dívida de IPTU do imóvel, estimada em R$ 270 mil.
A principal intenção do grupo que arrematou o imóvel, ao assumi-lo, é mantê-lo locado à própria FPF. Há também o desejo de ampliar o prédio e disponibilizar outras lojas para aluguel. Uma reforma não é descartada. A direção da AK 7 não se manifestou sobre a aquisição.



