
De acordo com os matemáticos, com 65 pontos, uma equipe garante uma vaga na Libertadores de 2011. Para o Atlético, a meta é impossível: o time pode chegar a 62 o que ainda dá esperanças de G4. Mas o que hoje é utópico poderia ser realidade caso a equipe não tivesse sido prejudicada em seis jogos fundamentais cinco dos quais contra postulantes ao título ou à vaga na Libertadores. Nas contas do Furacão, pelo menos nove pontos poderiam ter sido obtidos se não fosse a interferência da arbitragem. Em termos hipotéticos, até mesmo o título seria possível.
Não há, porém, dentro do clube, o entendimento de que haja alguma perseguição ao time paranaense. "Eu acho que é despreparo. Não consigo achar que é algo coordenado. A gente está cansado de ver até em Copa do Mundo", lamenta o superintendente de futebol do Atlético, Ocimar Bolicenho. O Rubro-Negro até cogita fazer uma reclamação formal mas crê que ela seria pouco frutífera. "Até hoje não recebemos nenhuma resposta de nenhuma reclamação." Nas contas de Bolicenho, a pontuação projetada colocaria o Atlético em condições de brigar pelo bicampeonato nacional sonho matematicamente adiado. Porém, para a Libertadores, o cartola ainda diz acreditar.
"Nós perdemos, mas nada está decidido. O que muda é que nós temos de jogar para ganhar os dois jogos. O último jogo, Grêmio x Botafogo, pelo nosso número de vitórias, pode ser decisivo", analisou Ocimar. Pela concorrência entre os três clubes, paradoxalmente, ele concordou que a derrota não foi um resultado desastroso. Afinal, caso o Grêmio entrasse na última rodada sem chances, o Atlético veria um Botafogo sem obstáculos na briga. Agora, o bolo pode beneficiar o Furacão, caso este tenha 100% de aproveitamento nos dois ultimos jogos. Mas é claro que a revolta pelo resultado seguiu. "Nós sabíamos que se alguém caísse na área ele daria o pênalti", contextualizou, uma vez que os gremistas pediram falta de Guerrón no lance do gol atleticano. O otimismo segue na Baixada. "Não terminou nada. Ainda vamos buscar a vaga", diz.





