Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...

O Aeroporto Afonso Pena foi novamente o palco da indignação de uma torcida. Ontem, quase um ano depois de um grupo de coxas-brancas ter trocado socos e pontapés com a equipe no saguão do terminal, aproximadamente 40 paranistas, em sua maioria integrantes da Fúria Independente, deixaram de lado o almoço de domingo para "recepcionar" o time do coração. Desta vez, contudo, a revolta não passou da intimidação.

Indignados com a atuação do Tricolor na derrota por 6 a 0 para o líder São Paulo, sábado, no Morumbi, os torcedores queriam "apenas conversar com os jogadores", como disse à Gazeta do Povo um integrante da uniformizada que pediu para permanecer no anonimato. Para evitar o conflito, a diretoria do clube modificou o desembarque da delegação, que deixou o local por meio de um portão anexo, diretamente da pista de pouso.

A atitude, encarada com um misto de covardia e desprezo pela paixão da torcida, revoltou a organizada. Com carros e motos, a Fúria seguiu o ônibus dos jogadores até a Vila Capanema. Outra vez a confusão só não foi maior porque os dirigentes requisitaram escolta policial. No estádio, o protesto verbal – especialmente contra o zagueiro Toninho e o atacante Vandinho – ganhou intensidade. Perfilado em frente ao portão da Rua Engenheiros Rebouças, o grupo se sentiu traído novamente ao ser driblado pelos atletas, que evitaram o "cara a cara" ao usar uma saída alternativa.

O protesto, que segundo a uniformizada ganhará apenas uma trégua de 90 minutos durante o jogo contra o Náutico, quinta-feira, na Vila, deve render novos capítulos. Procurado pela reportagem, o comando da Fúria Independente não foi localizado. Todos os celulares permaneceram desligados ontem. Na sede da torcida, um dos integrantes conhecido pela alcunha de Neguinho disse que não poderia dar entrevista.

Já a cúpula tricolor preferiu minimizar o fato. "Não aconteceu nada. No aeroporto não havia ninguém, apenas no trajeto até a Vila e no estádio é que uns 20 torcedores protestaram", afirmou o presidente José Carlos de Miranda, acrescentando que no momento não trabalha com a hipótese de redução do elenco.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]