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Olimpíada

Furto coloca barreira entre Londres e Rio

Comitê londrino restringirá apoio a organizadores brasileiros após detectarem cópia ilegal de documentos sigilosos por parte de equipe da Rio-2016

O furto de documentos do Comitê Organizador dos Jogos de Londres – dez funcionários do estafe montado para os Jogos Rio 2016 foram demitidos por terem copiado arquivos sigilosos que abordavam, entre outros temas, segurança – vai custar caro para o Comitê Olímpico Brasileiro.

Membros da organização do evento em Londres revelam que, a partir de agora, a ordem é dar o mínimo apoio aos brasileiros e só prestar as informações básicas. O temor britânico é de que o delito tenha como finalidade a venda de informações sobre o evento para terceiros.

Apenas para identificar a atividade de hackers, Londres contratou a empresa Atos Origin, especializada em segurança de informações. A empresa dedicou 450 técnicos que monitoraram toda e qualquer ação considerada estranha. Em Pequim 2008, 12 milhões de ataques cibernéticos foram identificados, mas nenhum deles teve sucesso.

Oficialmente, os organizadores de Londres se limitaram a emitir um comunicado em que confirmavam o "incidente", sem qualificá-lo. Mas a ordem é a de fechar as portas ao Rio de Janeiro, sempre que houver algo pouco claro ou informações delicadas.

Outro temor real é a motivação dos funcionários que furtaram as informações – todos eles trabalharam, graças a parceria, dentro da organização londrina durante os Jogos na cidade. A preocupação é de que elas poderiam estar sendo vendidas para terceiros. Em um evento de US$ 8 bilhões, setores inteiros da economia buscam dados para apresentar o perfil mais atraente em eventuais licitações.

A notícia foi amplamente divulgada no exterior.Em dezenas de jornais europeus, o relato foi acompanhada por adjetivos como "vergonhoso" e "saia-justa" para a imagem do Brasil como organizador de grandes eventos.

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