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Luto

Futebol perde a alegria do Dionga ‘Sangue Bom’

Morte do ex-jogador e comentarista Dionísio Filho, vítima de infecção nas vias biliares, promove comoção no esporte paranaense

Homenagem: corpo de Dionísio Filho é colocado no carro de bombeiros para ser levado ao velório | Eduardo Luiz Klisiewicz/Gazeta do Povo
Homenagem: corpo de Dionísio Filho é colocado no carro de bombeiros para ser levado ao velório (Foto: Eduardo Luiz Klisiewicz/Gazeta do Povo)
Dionga, ainda jogador, defendendo o Cascavel,... |

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Dionga, ainda jogador, defendendo o Cascavel,...

E depois atuando como comentarista de rádio |

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E depois atuando como comentarista de rádio

Tristeza e surpresa marcaram a despedida do ex-jogador e comentarista de rádio e tevê Dionísio Filho, que será enterrado às 9 horas desta terça-feira no Cemitério Vertical, em Curitiba. Internado desde a última terça-feira (10), morreu aos 58 anos em decorrência de infecção nas vias biliares. O avanço rápido e fulminante do problema aumentou a consternação de familiares, amigos e fãs do ex-lateral-esquerdo, que passou por Coritiba, Atlético e Pinheiros – um dos clubes originários do Paraná.

Bandeiras dos três times da capital foram colocadas perto do caixão, levado em carro de bombeiros até o velório para a última homenagem ao Sangue Bom, apelido que virou bordão e definia a personalidade descontraída e transparente do ex-atleta.

Dionga fora internado por alguns dias em janeiro quando descobriu o problema de saúde, mas a família pediu sigilo aos conhecidos a pedido do próprio Dionísio. Após receber alta no fim de janeiro, retornou ao hospital Vitória, na Cidade Industrial, onde faleceu na madrugada de segunda-feira.

Companheiro no Pinheiros e depois técnico dele no Cascavel, Sérgio Ramirez esteve com Dionísio no fim de semana confirmando a gravidade do quadro, que veio à tona na semana passada. "Apesar de tê-lo visto numa situação que nunca imaginaria ver, ele ainda era forte. Nunca pensei que ele seria atingido por essa doença. Era saúde pura, sinônimo de fortaleza", lamentou.

"Eu o trouxe para o Atlético em 78. Veio pra Curitiba e nunca mais saiu. Fez a vida aqui e se orgulhava disso. Essa doença cruel veio há um mês e levou aquele baita negão. Para a gente é um choque. Estávamos preparados quando soubemos da gravidade, mas é muito triste. Estive com ele ontem [domingo], conversamos muito", contou Barcímio Sicupira, comentarista esportivo da Rádio Banda B ao lado de Dionísio. "Falei para ele que tinha Atletiba domingo e eu não ia no campo do Coritiba. Ele riu e disse que ia lá pra me dar uma força", completou.

Natural de Ribeirão Preto, começou a carreira no Botafogo-SP. No Paraná, além de defender o Furacão, foi tetracampeão paranaense com dois títulos pelo Coritiba (1979 e 89) e Pinheiros (84 e 87). Se arriscou como treinador nas categorias de base do Paraná. Mas acabou migrando para o jornalismo esportivo. Foi colunista da Gazeta do Povo e comentarista da RPC TV, Premiere e Band.

"Após os jogos, quando as equipes estavam recolhendo seus equipamentos, ainda estávamos no ar no silêncio dos estádios, todo mundo ouvia o Dionga falar. Não pelo rádio, mas sim pela voz alta e empolgante", relembrou Michel Micheleto, coordenador da Banda B. Voz que empolgava também ao violão, com os amigos. "Não conheço ninguém que não gostasse dele. Dificilmente existia. Se alguém não gostava, esse alguém estava errado", disse, emocionado, o filho Márcio Eduardo.

"Não tinha tempo ruim. Era uma explosão de emoções. Em casa, era o mesmo cara alegre que todos conheciam", acrescentou. Dionísio deixa também a esposa Sueli e os filhos Cristiano e Bibiana.

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