
Superior durante os 180 minutos da decisão da Copa do Brasil contra o rival e bicampeão brasileiro Cruzeiro, o Atlético-MG conquistou ontem o inédito título da competição. Um massacre em preto e branco.
INFOGRÁFICO: Veja o caminho do campeão Atlético-MG na Copa do Brasil
Com a torcida em menor número, pois era visitante no Mineirão, o Galo só precisava do empate. Trunfo obtido no jogo de ida, no Independência, quando ganhou por 2 a 0. Mesmo em vantagem, o Alvinegro não se encolheu. Desde o começo do clássico, a equipe do técnico Levir Culpi se fez constantemente presente no campo ofensivo. A agressividade rendeu várias chances de gol algumas incrivelmente desperdiçadas. A insistência terminou em vitória por 1 a 0, gol de Diego Tardelli.
O resultado garantiu ao treinador curitibano sua segunda conquista do torneio mata-mata. A primeira havia sido justamente pelo adversário de ontem, em 1996. E o final feliz para os alvinegros se deve muito ao comandante, contratado no fim de abril para substituir Paulo Autuori.
Aos poucos, Levir Culpi devolveu a força que o Atlético-MG, campeão da Libertadores no ano passado, parecia ter perdido no início da temporada. Apostou em garotos talentosos, barrou peças importantes, como o atacante Jô, da seleção brasileira, e adotou a estratégia de poupar titulares no Brasileiro para concentrar energias na Copa do Brasil.
Para o Galo, o triunfo tem ainda um gosto especial pela rivalidade envolvida na decisão. Primeiro, porque o time impediu uma nova tríplice coroa da Raposa que levou a taça do Estadual e do Brasileiro. Em segundo lugar, por ter terminado a temporada invicto no clássico mineiro. Foram quatro vitórias e três empates por três competições
"Foi o título mais justo que eu vi. Jogamos bem, fizemos milagres. Eliminamos Palmeiras, Corinthians, Flamengo e nosso rival, com duas vitórias. Talvez seja o título mais significativo da minha carreira pela dificuldade", resumiu Levir Culpi.




