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Copa do Brasil

Apito final alivia angústia de 300 atleticanos na Arena do Grêmio

Grupo em minoria no estádio tem gritos abafados por maioria da casa, mas comemora ao fim de 90 minutos de pressão

Confinados no andar mais alto da Arena do Grêmio, atleticanos viveram momentos de apreensão até poder comemorar a classificação inédita | Daniel Castellano / Gazeta do Povo
Confinados no andar mais alto da Arena do Grêmio, atleticanos viveram momentos de apreensão até poder comemorar a classificação inédita (Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo)

A torcida atleticana ficou calada durante quase todo duelo da noite desta quarta-feira (6), na Arena do Grêmio. A maioria esmagadora de gaúchos, que empurraram o time desde antes de a bola rolar, engoliu o grito dos cerca de 300 representantes paranaenses. Porém, no fim do primeiro tempo, com o placar zerado e a 45 minutos de ver o clube na final da Copa do Brasil pela primeira vez, um prenúncio de comemoração saiu do isolado setor Sul do do quarto anel do moderno estádio.

Para eles, o placar era o menos importante. O que importava era colocar o Furacão a dois passos da segunda conquista em âmbito nacional. "Perder por 2 a 1 está valendo", falou o administrador Raphael Minikovski, 28, antes da partida. "Acho que vai ser 1 a 1", arriscou o engenheiro Bernardo Carvalho da Silva, 24. "Se classificarmos, vou ficar feliz até com a derrota", emendou o dentista Leônidas Munhoz Araújo Filho, 27.

Não precisou tanto. O trio de amigos que chegou a Porto Alegre no dia da partida, como outras centenas, ficou até o fim para suar frio com a pressão do Imortal. Ajudaram, certamente, a afastar de cabeça todas as bolas lançadas na área rubro-negra. Junto com a minoria vermelha e preta, vibraram como nunca com um 0 a 0.

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