
O técnico Juan Ramón Carrasco e o preparador físico Alejandro Martinez serão denunciados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por terem sido expulsos na partida de quarta-feira (16) contra o Palmeiras, na Vila Capanema, pela Copa do Brasil. Apesar disso, o treinador deve escapar da condenação.
Se for levada em conta somente o relatado na súmula pelo árbitro Paulo Godoy Bezerra, Carrasco pode ficar tranquilo. Segundo o apitador, o treinador foi expulso por "reter a bola com a nítida intenção de retardar o início do jogo", e não por ter agredido o meia Valdívia ,do Alviverde paulista.
"O árbitro interpretou bem. Eu não vi agressão, ele apenas estava afastando o lance. Mas vamos aguardar a denúncia", comentou o advogado do Atlético, Domingos Moro.
A denúncia deverá ser oficializada durante a próxima semana, o que garante a presença dos dois no banco de reservas do jogo de volta na quarta-feira (23), em Barueri.
Mesmo assim, Carrasco deverá ser denunciado. "Hoje a expulsão de treinador é levada a julgamento até pelo fato de não ter [suspensão] automática. Ele vai ser denunciado com base na súmula", seguiu Moro.
Quem deverá ter mais problemas no STJD é o preparador físico. O árbitro relatou na súmula que o expulsou por "prática de reclamação contra a marcação da arbitragem", tendo proferido palavrões e resistido para sair do campo.



