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Brasileiro

Artilheiro do Furacão tenta espantar ameaça

Goleador de 2013, Éderson desafia má pontaria deste ano na partida contra o Figueirense, em Florianópolis. Cléo faz sombra na reserva

Éderson só marcou quatro gols até agora em 2014, dois deles de pênalti | Albari Rosa / Gazeta do Povo
Éderson só marcou quatro gols até agora em 2014, dois deles de pênalti (Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo)

Ponto fora da curva na última temporada, quando foi artilheiro do Brasileiro com 21 gols, o atacante Éder­­son encara uma realidade completamente diferente em 2014. O camisa 77 do Atlé­­tico não repete as boas atuações do ano passado e seus números apontam para quase metade dos gols no mesmo período.

Para aumentar a pressão nos ombros do cearense de 25 anos, o recém-contratado Cléo estreou com gol na última rodada. Éderson segue como titular hoje, às 18h30, contra o Figueirense, no Orlando Scarpelli, mas pela primeira vez ganhou uma sombra no banco de reservas.

Entre Libertadores e Na­­cional, o baixinho de 1,71 m balançou as redes quatro vezes nos 16 primeiros duelos da temporada, dois deles de pênalti. Para tanto, precisou de 46 finalizações, segundo o Footstats, o que representa 11,5 arremates para cada gol. Durante a boa fase, contudo, a proporção era muito menor.

Em 2013, com o mesmo número de jogos disputados, o atacante fez nove gols – 44,4% a mais do que a marca atual. A pontaria também era diferenciada já que a cada 4,2 chutes, um deles vazava a defesa rival. "A bola não entra sei lá por que", diz, inconformado, o vigia Valdemir Rosa da Silva, o Marinho, pai de Éderson.

"Fisicamente ele está bem. Está trabalhando, treinando forte, mas não está tendo a confiança. No ano passado até quando ele batia errado fazia o gol... Mas vai passar [a fase ruim]", confia Marinho.

Quando esteve no auge, Éderson recebeu propostas para deixar o Atlético, incluindo uma oferta tentadora do futebol chinês. No entanto, renovou seu vínculo duas vezes no espaço de seis meses, foi valorizado financeiramente, e resolveu permanecer.

"O presidente [Mario Cel­­so Petraglia] deixou claro que se ele quisesse sair, não impediria. Mas o Éderson é muito na dele e tinha o sonho de jogar na nova Arena, então quis ficar", conta o pai do atacante, enfático ao dizer que a possibilidade de atuar no exterior não mexeu com a cabeça filho, tampouco o constante assédio de empresários.

Pelo menos para o jogo de hoje, em Florianópolis, Éderson segue como titular na equipe do interino Leandro Ávila. Porém, quando estiver em plena forma após a parada da Copa do Mundo, Cléo será um real concorrente à vaga de titular.

"É o cartão de visita, como dizem. Importante, principalmente na estreia [contra o São Paulo], poder jogar e marcar", diz Cléo, de 28 anos, que atuou no Atlético entre 2005 e 2006, mas construiu a carreira na Sérvia, China e Japão.

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