
O artilheiro e a revelação do último Brasileiro são as maiores esperanças do Atlético hoje, às 22 horas, no jogo que vale a permanência do clube na Libertadores. Sem contar mais com a experiência de Paulo Baier e a criatividade de Everton, cabe aos atacantes Éderson e Marcelo a responsabilidade de decidir o confronto com o Sporting Cristal. Após a derrota por 2 a 1 no jogo de ida, semana passada, em Lima, o Furacão depende de uma vitória por 1 a 0 na Vila Capanema para se classificar. A repetição do placar leva aos pênaltis.
Marcelo, 21 anos, e Éderson, 24, não são os mais calejados do plantel. Mesmo assim, os destaques do time em 2013 sabem que o papel de protagonista diante da equipe peruana é deles. "O torcedor é apaixonado. Eles viram o Marcelo ser a revelação e o Éderson o artilheiro no ano passado. Como não contrataram nenhum nome de peso, é normal que isso aconteça. Eles têm de bater no peito e assumir, junto com o grupo, essa cobrança", diz o vigia Valdemir Rosa da Silva, pai do cearense Éderson.
"O Marcelo está na expectativa. Está muito convencido de que o Atlético vai passar de fase. Ele diz que vai fazer o máximo para vencer. Prometeu um gol. E sempre cumpre", acrescenta o militar da reserva Cezarino Cirino, pai do maringaense.
Para a dupla de ataque balançar a rede o restante do time comandado por Miguel Ángel Portugal tem papel fundamental. Sem Baier, Everton, Léo e Dellatorre, todos fora do CT do Caju, os meias e os laterais atleticanos precisam criar as jogadas para municiar os atacantes. O quarteto foi responsável por 12 assistências para os 35 gols que Éderson e Marcelo fizeram juntos no ano passado 35% do total.
Hoje, João Paulo, Zezinho e Fran Mérida devem concentrar a armação de jogadas, enquanto Sueliton vai funcionar como válvula de escape pela ala direita. O excesso de passes errados e a escassez de jogadas trabalhadas vistos no Peru não podem se repetir. "Conversamos bastante depois do primeiro jogo e vamos firmes para a partida de volta. Esse jogo é de vida ou morte para a gente", garante o volante João Paulo.
Mas mesmo que falte criação, as estatísticas do ano passado mostram que o entrosamento da dupla ofensiva também pode resolver. Marcelo deixou Éderson na cara do gol quatro vezes no Brasileiro e Copa do Brasil. O inverso ocorreu outras três vezes.
"O Éderson marcou no primeiro jogo e está leve. Nunca tinha jogado Libertadores e converteu o pênalti sob muita pressão. Agora que saíram os caras que ajudavam mais, ele está preparado para tudo", cita o pai Valdemir. "Quando o Marcelo arranca com a bola o orgulho é muito grande", vaticina o patriarca dos Cirinos.



