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Furacão

Atlético pretende mandar jogos do Brasileiro fora de Curitiba

Em busca de renda, presidente Mario Celso Petraglia quer levar partidas contra os paulistas para Maringá e contra os gaúchos para Cascavel

Petraglia pretende levar jogos do Atlético no Brasileiro para o interior em busca de renda para o clube | Ivonaldo Alexandre / Gazeta do Povo
Petraglia pretende levar jogos do Atlético no Brasileiro para o interior em busca de renda para o clube (Foto: Ivonaldo Alexandre / Gazeta do Povo)

Em entrevista à televisão oficial do clube, no fim da tarde desta terça-feira, o presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia, revelou que o Rubro-Negro pretende jogar partidas com o seu mando de campo fora de Curitiba no Brasileiro. O dirigente declarou que já está em entendimento com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e citou diversas cidades como possíveis sedes da equipe.

"O sacrifício haverá. Estamos pensando em jogarmos os grandes jogos fora. Por exemplo, com o Corinthians, jogar em Maringá, com os gaúchos, em Cascavel, com o Flamengo, em Brasília, e assim por diante", afirmou Petraglia, no encontro com o veículo oficial do clube, que durou mais de duas horas e contou com perguntas enviadas previamente pelos sócios.

Deixar a cidade seria uma alternativa à falta de condições do Ecoestádio Janguito Malucelli, atual casa atleticana, para receber as partidas da Primeira Divisão do Brasileiro. O regulamento da CBF exige estádios com capacidade mínima de 15 mil pessoas, e a praça esportiva no Barigui pode receber, no momento, 10 mil pessoas.

Sem a Arena, fechada para as obras da Copa do Mundo e com previsão de reabertura apenas em novembro, o Furacão chegou a negociar com Coritiba e Paraná para realizar seus jogos no Couto Pereira e na Vila Capanema, sem sucesso. "Os adversários da cidade não têm interesse em alugar os estádios", reafirmou Petraglia.

Nas palavras do mandatário atleticano, não seria problema a equipe atuar em tradicionais redutos do adversário, considerando que em Maringá há muitos torcedores de clubes paulistas, e em Cascavel, de gaúchos.

O importante seria a renda proveniente dos estádios provavelmente lotados. "A renda lá, de 20 mil, 30 mil [pessoas] em Maringá é nossa. Estamos precisando de recursos, números de sócios, rendas que perdermos", explicou.

Além das duas cidades paranaenses, o presidente do Furacão cogitou o Rio de Janeiro e a possibilidade de atuar na região Nordeste. Nestes casos, em estádios reformados para a disputa da Copa do Mundo. "Por que não jogar no Maracanã, mando nosso?".

Em 2005, o Paraná usou estratégia semelhante. Enfrentou os quatro grandes de São Paulo em Maringá e o Internacional em Cascavel, sempre com sucesso de público. O aspecto técnico, entretanto, foi ruim: perdeu três, empatou um e venceu somente um jogo. Em 2006 voltou a pegar o Corinthians em Maringá, e perdeu por 2 a 1.

Obra

Petraglia tratou também de muitos outros temas relacionados ao clube. Entre eles, afirmou que o valor da reforma da Baixada não vai mudar, exceto pela correção da inflação. Declarou ainda que o estádio será setorizado quando for reinaugurado. "Teremos que setorizar o nosso estádio, valores maiores e menores, números não definidos".

O dirigente comentou ainda que o time principal não deve disputar o Paranaense, incluindo os clássicos Atletibas. "O Estadual são 22 partidas, um absurdo. [O time] chega ao final do ano sem condição física. Jogaremos as 22 partidas com os jovens, para testá-los". Segundo ele, a Copa do Brasil e o Brasileiro são as prioridades.

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