
O retorno de Ricardo Drubscky ao comando do Atlético coincide com o momento mais positivo da pontaria rubro-negra na Segundona. Em 11 partidas, o Furacão balançou as redes adversárias em 24 oportunidades é o 5.º melhor da competição. Além dos tentos que garantiram a arrancada responsável por deixar o time próximo ao G4, esse período foi mais significativo pelo descobrimento de setores do campo que andavam esquecidos, ou mesmo ignorados, pelos jogadores na busca pelo gol.
O atual Rubro-Negro apresenta mais alternativas, não apenas na criação das jogadas, mas também no posicionamento dos atletas no instante das finalizações. O resultado disso é que os gols da era Drubscky se dividem praticamente em igualdade entre os lados esquerdo e direito do campo. Dos 23 gols descontando um de pênalti , 48% foram originados pela canhota do terreno, pouco a menos do que pelo setor oposto.
Esses números seriam até comuns, mas não para o Atlético quando tinha Juan Ramón Carrasco e Jorginho como treinadores. A impressão é de que era uma equipe capenga, que pendia apenas para um lado. Na época do uruguaio, por exemplo, a grande maioria (87,5%) dos gols saiu do lado direito do campo, seja de dentro ou fora da área. Número muito parecido ao do antecessor de Drubscky, que somou 75% dos tentos também pelo mesmo setor.
Esse equilíbrio foi conquistado graças aos reforços que não tiveram tempo de mostrar trabalho sob o comando de Jorginho e passaram a dar resultado com o atual treinador. Sem contar os resquícios deixados por Guerrón e Bruno Furlán, que puxavam os companheiros para a faixa direita.
Hoje, porém, grande parte das jogadas do Furacão começa pelo lado esquerdo, com Pedro Botelho, Elias e Henrique. Incluindo ainda as chegadas de João Paulo, normalmente pelo mesmo setor. O volante, aliás, responde por três tentos, todos de fora da área e a partir da canhota.
A consequência desse encaixe é a eficiência ofensiva. Nos últimos 11 jogos, o Rubro-Negro atingiu uma média de 2,2 gols feitos. Desempenho superior ao de Carrasco (2) e Jorginho (1). Inclusive, no período Drubscky, o Atlético não passou em branco em nenhuma oportunidade.



