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Brasileiro

Atlético saboreia ascensão e ultrapassagem sobre rival

Furacão vence o Criciúma por 2 a 1, em casa, chega a oito jogos de invencibilidade no Nacional e fica a um ponto do G4

Torcida atleticana comemora na Vila Capanema: Atlético levou um susto no início, mas teve forças para virar a partida com gols de Paulo Baier e Éderson | Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo
Torcida atleticana comemora na Vila Capanema: Atlético levou um susto no início, mas teve forças para virar a partida com gols de Paulo Baier e Éderson (Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)
Éderson faz a festa após marcar o gol da virada rubro-negra que elevou o time à quinta posição |

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Éderson faz a festa após marcar o gol da virada rubro-negra que elevou o time à quinta posição

A reação do Atlético no Brasileirão atingiu o ponto mais saboroso para o torcedor. A vitória por 2 a 1 sobre o Criciúma, de virada, ontem, na Vila Capanema, combinada à derrota do Coritiba para o Corinthians, por 1 a 0, permitiu ao Furacão superar, pela primeira vez, o maior rival na classificação. O Rubro-Negro é o quinto colocado, com 24 pontos. Leva vantagem nos gols marcados (26 a 22). O G4, antes inatingível, está apenas um ponto e uma posição acima.

Parâmetro na classificação, o Coritiba é também o marco zero da reação. Vagner Mancini assistiu da arquibancada à última derrota rubro-negra na competição, para o rival, no Couto Pereira, por 1 a 0. Naquele momento, o Furacão era o vice-lanterna, com seis pontos; o Coxa era líder, com 15.

Nas oito rodadas seguintes ao clássico, o Atlético não perdeu. Venceu cinco e empatou três partidas. Somou 18 pontos, mais do que qualquer outro time. Quem mais se aproxima do rendimento rubro-negro são Botafogo (líder), Cruzeiro (vice) e Corinthians (quarto colocado), todos com 16 pontos. O Coxa fez nove pontos e caiu cinco posições. Virada que vem no momento mais puxado do campeonato, com a disputa de sete rodadas em três semanas.

"O elenco do Atlético é forte, está mostrando isso. São dez jogos invictos", afirmou Mancini, acrescentando o empate e a vitória contra o Paysandu, pela Copa do Brasil.

Diante do Criciúma, o Atlético contou com armas frequentes da sua arrancada. Paulo Baier comandou o time e fez um gol. Éderson foi decisivo e marcou outro. Marcelo sofreu dois pênaltis (um incorretamente não marcado) e deu uma assistência. Éverton foi a melhor opção pelos lados. João Paulo arrumou o meio de campo.

Foi necessário, porém, outro componente. No primeiro tempo, o Atlético sofreu para superar um Criciúma mais bem armado, forte pelos lados do campo e chegou merecidamente ao gol. Obrigou o Furacão a uma virada construída no intervalo.

"Eu, o Paulo Baier e o Ma­­noel falamos para os demais: ‘O que está acontecendo? A gente não joga assim’", disse o zagueiro Luiz Alberto. "Optamos pela entrada de mais um homem no meio [Carlos Alberto] para que tivéssemos mais um jogador no setor. Colocamos a equipe mais à frente porque encaixamos a marcação", acrescentou Mancini.

Com o domínio do meio de campo – reforçado pela entrada de João Paulo – o Atlético buscou o empate, a virada e a chegada à beira do G4. "Atlético é assim. Na raça, na vontade. Está cada vez mais perto e temos de entrar no G4 de vez", disse Marcelo.

Antes, porém, o Furacão volta a atenção à Copa do Brasil. Enfrenta o Palmeiras, quarta-feira, em São Paulo, pelas oitavas de final. O próximo jogo do Brasileiro será domingo, na Vila Capanema, contra o líder Botafogo. Sem Léo, suspenso, mas com a volta de Pedro Botelho e Dellatorre.

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