Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Série B

Atlético tem histórico infeliz no Nordeste

Desde 2007, Rubro-Negro só conquista 13% dos pontos disputados na região. Faltam cinco jogos por lá nesta temporada

Ricardo Drubscky e Bruno Mineiro, artilheiro do clube com 15 gols | Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
Ricardo Drubscky e Bruno Mineiro, artilheiro do clube com 15 gols (Foto: Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo)

O Atlético encara amanhã o Ceará, às 16h20, no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, não apenas para tentar se reabilitar na Série do Brasileirão, mas também para acabar com uma incômoda tendência de não se dar bem quando joga em solo nordestino. Nos últimos seis anos, a região tem sido o calo na chuteira do Furacão.

O retrospecto nos estádios nordestinos, com nomes que carregam no aumentativo, como Nazarenão, Frasqueirão, Fumeirão e companhia, não anima o torcedor atleticano. Pelo contrário. Em relação às outras regiões, é lá que o time tem o pior aproveitamento desde 2007, com apenas 13% dos pontos conquistados. Não que o Atlético costume se dar bem fora de casa, mas o prejuízo tende a ser maior quando vaga pelo Nordeste.

Para piorar, com o rebaixamento para a Segunda Divisão, mais times além-Sudeste estão na briga: seis ao todo. Ou seja, o Furacão terá de buscar em terras hostis 15% dos pontos em disputa. Conta que já diminuiu para 12% depois do primeiro embate no Nordeste: o Rubro-Negro empacou no CRB ao perder por 2 a 0, em Maceió-AL. Pela frente, além do adversário de amanhã, tem América-RN, ABC-RN, ASA-AL e Vitória.

Até por essa escrita e pela necessidade de uma vitória no Presidente Vargas, o técnico Ricardo Drubscky vai acabar com a "operação Baier" e começar a levá-lo a jogos fora de casa, começando pelo Ceará. "O Paulo Baier é um jogador experiente e muito comprometido com o trabalho. Ele não se omite. Temos carências de [jogadores] meias, então mesmo se eu quisesse poupá-lo, eu não poderia. Ele quer jogar e para mim foi até bom", comentou o treinador.

Muito da dificuldade que o Atlético tem encontrado e deve encontrar em terras nordestinas neste ano está no fato de os times da região estarem acostumados com o estilo de jogo da Segunda Divisão, já que costumeiramente as equipes de Bahia, Ceará, Alagoas, Rio Grande do Norte e Pernambuco perambulam pelo segundo escalão do futebol do brasileiro.

"A Série B é diferente, é quase uma guerra. Temos de aprender a jogar a Série B. Mas não adianta ficar só aprendendo e no ano que vem jogarmos de novo a Segunda Divisão", cobrou o agora meia-atacante Pablo, reforçando a ideia de que o Rubro-Negro precisa se adaptar ao jeitinho da Segundona para voltar rapidamente à elite.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.