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Capitão do brasileiro

Bar com temática do Atlético marca virada na vida do agora abstêmio Nem

  • André Pugliesi
Nem faz pose na entrada do seu bar, inspirado em pub londrino . | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Nem faz pose na entrada do seu bar, inspirado em pub londrino . Daniel Castellano/Gazeta do Povo
 
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Capitão da maior conquista do Atlético, o título brasileiro de 2001, o zagueiro Nem transformou a glória esportiva em botequim. Localizado no início da Av. Silva Jardim, o estabelecimento mistura cerveja, petiscos e as melhores lembranças do passado rubro-negro.

Pintado todo em vermelho e preto, com um grafite da antiga Arena logo na entrada, o espaço é uma espécie de museu atleticano. Por toda a área interna, há uma infinidade de fotos do Furacão – especialmente do feito que o proprietário foi um dos protagonistas.

“Minha intenção sempre foi essa. Não apenas abrir um bar com a cara do Atlético, mas algo que se tornasse um lugar de adoração do clube. Que o torcedor pudesse vir e curtir vários momentos, sem ser de uma época específica”, explica Nem, batizado Rinaldo Francisco de Lima.

A ideia já era antiga. Surgiu quando o defensor jogava no Braga, de Portugal. Certa vez, numa partida em Londres, Nem conheceu um pub dedicado ao Chelsea, próximo do Stamford Brigde, destino de turistas apaixonados por futebol e quartel-general dos fanáticos pelos Blues.

“Aquilo ficou na minha cabeça e finalmente eu pude realizar. E minha intenção é só ampliar. Quero ainda colocar um teto na área externa, tipo o teto retrátil da Arena, para aproveitar o verão. E fazer uma série de eventos, com ex-jogadores etc”, conta o recifense de 43 anos.

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Mesas do bar fazem homenagem aos jogadores de 2001. Falta apenas uma dedicada a Geninho.Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Para o Capitão, o local ainda revigora o “atleticanismo”, sentimento que o camisa 5 da conquista nacional considera em baixa na Arena. “Nosso presidente [Mario Celso Petraglia] sabe fazer estádio. Mas a torcida quer títulos. Atualmente está faltando identificação do torcedor com o Atlético”, reclama.

Curiosamente, a realização do desejo de abrir um bar veio em uma nova fase na vida pessoal de Nem. Quando ainda calçava chuteiras, o zagueiro sempre defendeu abertamente o direito de o atleta beber nos momentos de folga, mas há cerca de um ano tornou-se abstêmio.

“Virei cristão e tomei essa decisão”, explica. A casa foi aberta em parceria com a esposa Eliana, casada com Nem há 18 anos. “Nosso carro chefe na cozinha é o bolinho de carne seca. Mas o cardápio é variado, vai agradar todo mundo”, recomenda Eliana. Abre de segunda a sábado, das 18 horas até meia-noite.

Mais do que admirar as imagens nas paredes, os clientes podem ouvir do próprio Nem algumas recordações da passagem vitoriosa pelo Rubro-Negro, no início dos anos 2000. Como, por exemplo, os detalhes da reta final do Nacional de 2001, quando o Furacão varreu São Paulo, Fluminense e, na decisão, o São Caetano.

“O torcedor quer sempre conversar, são muito curiosos sobre como as coisas aconteceram, gostam de ouvir todas as histórias, como foram as partidas, o que aconteceu na concentração. Tenho o maior prazer em repetir”, revela o ex-atleta, chamado de “Capita” pelos companheiros da época.

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Ao lado da esposa Eliana, Nem faz do botequim uma espécie de museu rubro-negro.Daniel Castellano/Gazeta do Povo

E se der sorte, o atleticano pode saber das versões dos outros componentes daquela equipe liderada pelo técnico Geninho. O atacante Alex Mineiro – autor de oito gols nos quatro duelos finais – marcou presença no bar recentemente. O zagueiro Gustavo e lateral-esquerdo Fabiano também aparecem às vezes.

Todos estão homenageados pelas mesas. Ao procurar um lugar para sentar, dá para escolher entre a mesa com o número 8 de Adriano Gabiru, o 10 de Kléberson, o 7 de Cocito, o 11 de Kléber ou o 1 do goleiro Flávio. E quando tem jogo do Furacão na tevê, todos estão convidados a assistir.

Dentre os visitantes ilustres, Nem aguarda um em especial. “O Geninho não veio ainda, estou esperando ele por aqui. E acredita que eu esqueci de mandar fazer a mesa dele? Mas já está sendo produzida. Quando ele vier vai ter o lugar de honra”, conta o mais novo dono de bar de Curitiba, inaugurado em agosto.

Mesa de dirigente, entretanto, não tem. E nenhum deles apareceu na “Casa do Capitão”. “Se o Petraglia quiser vir, pode vir, mas receber o meu convite...”, declara o homem que levantou a taça mais importante do Furacão.

Coxas-brancas e paranistas, por outro lado, estão convidados. “É claro que é um point para atleticanos. Mas amigos meus paranistas e coxas já vieram. Respeitamos todos”, finaliza Nem.

O bar do capitão Nem

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