
A campanha do Atlético em 2012 tem sido marcada pela irregularidade. Depois dos 45 minutos iniciais, o time de Juan Ramón Carrasco parece ter dificuldades em manter o mesmo ritmo até o fim. Tendência que vai precisar ser quebrada na noite de hoje, diante do Boa, às 21h50, no Estádio Dilzon Melo, em Varginha, caso não queira desgrudar dos líderes da Série B do Brasileiro.
O enredo dos jogos do Rubro-Negro é previsível: muita força e velocidade no primeiro tempo e sofrimento na etapa final. Desde o Atletiba que decidiu o Paranaense, o torcedor rubro-negro tem visto um time mais cansado e tomando sufoco. Nos últimos três jogos, o Furacão sofreu quatro dos cinco gols na metade final. Tentos que, por exemplo, selaram a eliminação nas quartas de final na Copa do Brasil diante do Palmeiras.
Esse inconveniente, porém, não é exclusividade somente das últimas partidas. Na temporada 2012, o Furacão tem enfrentado dificuldades nos 45 minutos finais das partidas. Dos 27 gols sofridos, 16 foram no segundo tempo, totalizando 60% das bolas buscadas na rede. Sem contar a eficiência do ataque, que funciona melhor na etapa inicial, totalizando 56% dos gols.
"Por uma parte da análise, pode ser [a questão física]. São muitos jogos e não temos como fazer muitas trocas de jogadores porque o plantel não é muito grande. Alguns jogadores têm demonstrado cansaço", comentou Alejandro Martínez, auxiliar de campo e preparador físico do Atlético.
Outros fatores também entram na conta, como a baixa média de idade da equipe atleticana. Os mais jovens têm sentido a intensidade do futebol profissional. "É uma equipe em construção. O Pablo tem jogado muito neste ano e jogou pouco no ano passado. O Cleberson estreou [na final] contra o Coritiba e fez poucos jogos", exemplificou Martínez.
Ao vivo
Boa x Atlético, às 21h50, no SporTV e no tempo real da Gazeta do Povo



