A máxima do futebol, que 'de virada é mais gostoso', faz todo o sentido para o Atlético. Ao lado do Vitória, a equipe paranaense foi quem mais conseguiu reviravoltas no placar no Brasileiro. Foram cinco a última e mais impressionante, sobre o Flamengo, quinta-feira, no Maracanã, por 4 a 2.
A virada no Rio de Janeiro veio após o Furacão sofrer dois gols ainda no primeiro tempo, fato inédito até então. No primeiro turno, os triunfos aconteceram diante de Ponte Preta (4 a 3), Portuguesa (3 a 2), Atlético-MG (2 a 1) e Criciúma (2 a 1).
Chama a atenção também o momento em que as reações atleticanas foram consolidadas: sempre no segundo tempo. Em três casos, elas vieram faltando cinco minutos para o fim do tempo regulamentar (Ponte, Lusa e Galo). As outras duas, aos 27' e 32', também na reta final dos jogos.
O menor desgaste físico do elenco é o principal motivo para os bons resultados. "Até porque o Atlético não jogou o Estadual em cima do planejamento que fez e tem metade das partidas das outras equipes", ressaltou o técnico Vagner Mancini, que viu seus comandados completarem quatro das cinco viradas fora de casa.
Na comparação com o Flamengo, por exemplo, a diferença não é tão grande no número de partidas, mas foi o suficiente para ficar evidente no comprido e largo gramado do Maracanã.
O clube carioca fez 39 duelos em 2013, sendo 15 pelo Estadual e 22 no Nacional. Como entrou diretamente nas oitavas de final da Copa do Brasil, fez apenas duas partidas no torneio. Sem disputar o Paranaense, trabalho do sub-23, o Atlético disputou as 22 rodadas do Brasileiro e sete partidas da Copa do Brasil 16% a menos que o Fla.
O fôlego atleticano se destaca ainda quando o time sai na frente. O Furacão não sofreu nenhuma virada e, no máximo, empatou quando inaugurou o marcador.



