
A Copa do Mundo ainda não acabou para um grupo de empresários que prestou serviços ao Atlético para a reconstrução da Arena. Com medo do calote, donos de oito companhias de terraplenagem, locação de máquinas, limpeza e manutenção programam para a manhã de hoje um protesto em frente da sede administrativa do clube, na Avenida Getúlio Vargas, para cobrar pagamentos em atraso.
"Vamos fechar a rua pela manhã, chamar nossos funcionários para ajudar, porque temos medo de não receber mais", diz o empresário da construção civil Paulo Enrique Desplanches. Ele afirma que tem a receber cerca de R$ 73 mil.
A CAP/SA, entidade criada pelo clube para gerenciar as obras, alegava que não havia pagado os valores porque dependia do repasse da última parcela de empréstimo feito na Fomento Paraná. A entidade financeira, por sua vez, informou que o recurso estava disponível antes mesmo do Mundial e o clube não fez a retirada porque tentava uma revisão no contrato. Na quarta-feira, a parcela de R$ 6,4 milhões foi depositado nos cofres do Furacão e os empresários, sabendo que o clube estava com dinheiro em caixa, esperavam receber ontem.
"Fomos pela manhã e ninguém nos atendeu. Voltamos à tarde e soubemos pelo segurança que talvez hoje haveria disposição para negociar. Estamos sentindo que vão negociar com cada um de nós separadamente e pagar uma parte do valor. Mas queremos o valor integral", diz o empresário Leonardo Luiz Moreira Passos, dono de uma empresa de prestação de serviços.
Procurado pela reportagem, o diretor de Marketing do Atlético, Mauro Holzmann, informou que o clube não responde à Gazeta do Povo.



