
Em uma semana o Atlético teve duas oportunidades de se classificar para a Libertadores de 2014. Desperdiçou as duas. Depois do vice-campeonato da Copa do Brasil na quarta-feira, ontem o Furacão poderia garantir a vaga caso tivesse vencido o Santos, em São José do Rio Preto, já que o Grêmio ganhava do Goiás. No entanto, após abrir o placar, a equipe paranaense viu o Santos virar a partida para 2 a 1 e deixou a definição para a última rodada.
O Atlético segue dependendo de si para disputar o torneio continental do ano que vem. Em terceiro lugar na tabela do Brasileiro, basta ao Rubro-Negro vencer o Vasco, no domingo, na Arena Joinville, para voltar à Libertadores após nove anos. Até mesmo em caso de empate a equipe paranaense praticamente garante a terceira posição, pois o Goiás precisaria vencer o Santos na rodada derradeira e tirar uma diferença de cinco gols de saldo.
"Não tem nada complicado, é ganhar lá em Joinville", resumiu após a derrota o zagueiro Luiz Alberto. "Temos de dar a nossa vida na nossa casa para conseguir esse objetivo que é uma vaga na Libertadores", disse o atacante Dellatorre.
Caso vença em Joinville e consequentemente rebaixe o Vasco o Atlético pode até chegar ao vice-campeonato e a vaga direta sem ter que disputar a pré-Libertadores. Chance remota, pois precisaria de uma derrota do Grêmio para a Portuguesa, no Canindé.
Por outro lado, o Furacão corre o risco de não ficar nem entre os quatro melhores em caso de derrota para o Vasco. Isso porque Goiás e Botafogo (recebem Santos e Criciúma, respectivamente) podem ultrapassá-lo. O primeiro tem dois pontos a menos e o segundo está três pontos atrás. Matematicamente até o Vitória pode passar o Atlético, já que também está três pontos atrás, mas isso é mais improvável porque a diferença de saldo entre as duas equipe é de seis gols. O quarto colocado ainda corre o risco de perder a vaga caso a Ponte Preta vença a Sul-Americana.
Todas essas contas seriam desnecessárias caso o Furacão tivesse vencido ontem. Aos 27 minutos do primeiro tempo, tudo indicava que era isso que ia acontecer quando Éderson acertou o cruzamento e Marcelo mandou de cabeça para o fundo da rede. Porém, seis minutos depois, também de cabeça, o Santos empatou com Cícero. Na etapa final, diante de um Atlético sem Paulo Baier que nem viajou e sem criatividade, a virada veio com Cícero, que deu um toque por cima do goleiro Weverton.
"Estou muito chateado porque perdemos a chance de assegurar pelo menos um ponto", admitiu o técnico Vagner Mancini. "O jogo esteve nas nossas mãos", acrescentou o treinador, consciente de que o sucesso do seu trabalho dependerá da última rodada.



