
As expulsões do técnico Juan Ramón Carrasco e do preparador físico Alejandro Martinez no jogo contra o Palmeiras na última quarta-feira (16) integram mais um capítulo no descompasso emocional do Atlético nesta temporada, especialmente nos momentos decisivos.
O desequilíbrio não é exclusivo da comissão técnica. Pelo contrário. O primeiro sinal foi no Atletiba do segundo turno do Paranaense, quando Guerrón agrediu Lucas Mendes e acabou sendo expulso ainda no primeiro tempo.
Na primeira partida da decisão estadual, foi o capitão Paulo Baier que esbravejou e saiu sem dar entrevistas. No jogo derradeiro do Regional, novamente Guerrón foi o personagem, ao perder o pênalti que deu o título ao Coritiba e sair de campo aos prantos.
Comum a todas as situações está o fato de que o Rubro-Negro não saiu vitorioso três empates e uma derrota.
O atual comportamento, entretanto, não combina com os números, já que o atual elenco é o mais disciplinado dos últimos anos. Depois de 29 jogos nesta temporada, o Furacão contabilizou 59 cartões amarelos e apenas três expulsões. Em 2010, no mesmo período, foram 70 cartões amarelos e oito vermelhos. No ano anterior, 65 advertências e sete expulsões. Em 2008, novamente 65 amarelos e cinco vermelhos.
Só que os números não vão evitar que o clube novamente vá para o banco dos réus. Depois de Guerrón ter sido suspenso por duas partidas, Carrasco e Martinez devem ser denunciados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na próxima semana.
Quem, a princípio, está mais tranquilo é o treinador, já que o árbitro do embate contra o clube paulista, Paulo Godoy Bezerra, aliviou na súmula. Ele ignorou uma suposta agressão em Valdívia. Segundo o apitador, o comandante atleticano foi expulso por "reter a bola com a nítida intenção de retardar o início do jogo".
Isso poderá ajudar na defesa. "O árbitro interpretou bem. Mas vamos aguardar a denúncia", comentou o advogado do Furacão, Domingos Moro.
Quem deverá ter mais problemas no STJD é o preparador físico. O árbitro relatou que Martinez proferiu palavrões e resistiu para sair de campo.
A reportagem tentou entrar em contato com o psicólogo do clube, Gilberto Gartner, mas o departamento de comunicação negou o pedido de entrevista.



