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Atlético

Despreparo emocional afeta o Furacão em 2012

Na última partida, com o Palmeiras, técnico e auxiliar foram expulsos. Jogadores também têm fraquejado em momentos decisivos

O técnico do Furacão Juan Ramón Carrasco se envolveu em uma confusão com o jogador Valdívia, do Palmeiras | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
O técnico do Furacão Juan Ramón Carrasco se envolveu em uma confusão com o jogador Valdívia, do Palmeiras (Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

As expulsões do técnico Juan Ramón Carrasco e do preparador físico Alejandro Martinez no jogo contra o Palmeiras na última quarta-feira (16) integram mais um capítulo no descompasso emocional do Atlético nesta temporada, especialmente nos momentos decisivos.

O desequilíbrio não é exclusivo da comissão técnica. Pelo contrário. O primeiro sinal foi no Atletiba do segundo turno do Paranaense, quando Guerrón agrediu Lucas Mendes e acabou sendo expulso ainda no primeiro tempo.

Na primeira partida da decisão estadual, foi o capitão Paulo Baier que esbravejou e saiu sem dar entrevistas. No jogo derradeiro do Regional, novamente Guerrón foi o personagem, ao perder o pênalti que deu o título ao Coritiba e sair de campo aos prantos.

Comum a todas as situações está o fato de que o Rubro-Negro não saiu vitorioso – três empates e uma derrota.

O atual comportamento, entretanto, não combina com os números, já que o atual elenco é o mais disciplinado dos últimos anos. Depois de 29 jogos nesta temporada, o Furacão contabilizou 59 cartões amarelos e apenas três expulsões. Em 2010, no mesmo período, foram 70 cartões amarelos e oito vermelhos. No ano anterior, 65 advertências e sete expulsões. Em 2008, novamente 65 amarelos e cinco vermelhos.

Só que os números não vão evitar que o clube novamente vá para o banco dos réus. Depois de Guerrón ter sido suspenso por duas partidas, Carrasco e Martinez devem ser denunciados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na próxima semana.

Quem, a princípio, está mais tranquilo é o treinador, já que o árbitro do embate contra o clube paulista, Paulo Godoy Bezerra, aliviou na súmula. Ele ignorou uma suposta agressão em Valdívia. Segundo o apitador, o comandante atleticano foi expulso por "reter a bola com a nítida intenção de retardar o início do jogo".

Isso poderá ajudar na de­­fesa. "O árbitro interpretou bem. Mas vamos aguardar a denúncia", comentou o advogado do Furacão, Domingos Moro.

Quem deverá ter mais problemas no STJD é o preparador físico. O árbitro relatou que Martinez proferiu palavrões e resistiu para sair de campo.

A reportagem tentou entrar em contato com o psicólogo do clube, Gilberto Gartner, mas o departamento de comunicação negou o pedido de entrevista.

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