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Duelo contraria máxima da Gávea

Acostumado com pratas da casa nas grandes conquistas do clube, time atual do Flamengo tem apenas um garoto formado na base da equipe

Luiz Antônio ganhou espaço com Jayme de Almeida: identificação com o Flamengo desde a base | Alexandre Vidal/ Fla imagem
Luiz Antônio ganhou espaço com Jayme de Almeida: identificação com o Flamengo desde a base (Foto: Alexandre Vidal/ Fla imagem)
Moura é remanescente da conquista da Copa do Brasil de 2006 |

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Moura é remanescente da conquista da Copa do Brasil de 2006

"Craque se faz em casa." Pen­­durada em uma parede do departamento de futebol do Flamengo, na Gávea, a frase foi durante anos um mantra e um sinônimo de títulos para o clube. Os seis brasileiros, a Libertadores, o Mundial, as duas Copas do Brasil, incontáveis cariocas, todos os grandes títulos rubro-negros foram conquistados com um bom número de pratas de casa em campo. O tricampeonato da Copa do Brasil não será assim. O clube carioca joga pelo 0 a 0 ou qualquer vitória para dar a volta olímpica.

O time-base utilizado por Jayme de Almeida tem apenas um garoto formado no clube, o volante Luiz Antônio. Por causa da contusão de Chicão, um segundo menino será escalado, o zagueiro Samir, de 19 anos. Pouco, se comparado a outros títulos. No primeiro da Copa do Brasil, em 1990, eram seis pratas da casa em campo no jogo da taça, contra o Goiás. Em 2006, no bicampeonato contra o Vasco, outros seis.

"O elenco atual tem jogadores jovens, mas eles entraram em um momento difícil. O clube se viu obrigado a contratar, o time encaixou e os garotos perderam espaço", teoriza Athirson, lateral-esquerdo revelado no Flamengo e hoje comentarista da Fox Sports. Ele mesmo foi vice-campeão da Copa do Brasil de 1997 em um time com sete pratas da casa.

As circunstâncias que levaram o Flamengo a deixar de lado os garotos resultaram em um time mais cascudo. O discurso único no elenco é de dar uma resposta a todos que desconfiaram da capacidade dos jogadores ao longo do ano.

"Para um elenco que apanhou o ano inteiro, desacreditado, até esculachado, estar a 90 minutos de ganhar um título nacional, vaga na Libertadores... Até os mais novos estão experientes", disse o goleiro Felipe.

Caso de Luiz Antônio, 22 anos, formado no Ninho do Urubu, representante único da máxima de que craque o Flamengo faz em casa. "Essa partida vai ter um sabor especial pela oportunidade de vencer meu primeiro título profissional. Vai marcar a virada que a equipe teve em um ano muito difícil e complicado", afirmou, seguindo o discurso dos mais velhos.

E o jogo de hoje pode ser o último de Luiz Antônio no Maracanã pelo Flamengo. Jayme de Almeida já disse que, em caso de título, deve antecipar as férias dos jogadores. Luiz Antônio é cobiçado pelo Sporting, que pode levá-lo como moeda de troca para prorrogar o empréstimo do meia Elias.

Adversário - Léo Moura sonha com primeiro título como capitão do Flamengo

Agência Estado

Depois de uma temporada tumultuada, controvertida, de austeridade nos gastos, no qual foi comandado por quatro técnicos e esteve ameaçado de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o Flamengo está perto de um título nacional. E de um calendário internacional, com a Libertadores de 2014. Algo inesperado dentro do clube, que queria apenas não ser rebaixado.

Tudo isso parecia altamente improvável há pouco mais de dois meses, quando o próprio Atlético, no Maracanã, impôs uma derrota por 4 a 2 aos flamenguistas, pelo Brasileirão, que resultou no pedido de demissão do técnico Mano Menezes. "Se eu falar que a gente esperava estar nesta final, serei injusto. Não imaginávamos, principalmente quando passamos por várias situações", admitiu Leonardo Moura, remanescente da última conquista flamenguista na competição, em 2006.

O lateral-direito, um dos homens mais vitoriosos da história do clube, espera poder erguer a Copa do Brasil como capitão, fato inédito, apesar de seus muitos anos e campeonatos na Gávea. "Não dá para evitar o frio na barriga. É uma sensação histórica [de erguer a taça como capitão]. Penso 24 horas nisso. Toda hora vem a imagem do jogo acabando e eu abraçando meus companheiros e familiares", confessou Léo Moura. "Quero jogar mais alguns anos e disputar a Libertadores no próximo ano."

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