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Brasileiro

Duelo entre Atlético e Cruzeiro opõe técnicos conterrâneos e similares

Ricardo Drubscky e Marcelo Oliveira são mineiros e possuem trajetória semelhante no futebol

O enlameado gramado da Vila Olímpica, prejudicado pela chuva e pelo jogo de ontem entre Paraná e São Caetano, promete ser um desafio a mais para os jogadores de Atlético e Cruzeiro | Hugo Harada/ Gazeta do Povo
O enlameado gramado da Vila Olímpica, prejudicado pela chuva e pelo jogo de ontem entre Paraná e São Caetano, promete ser um desafio a mais para os jogadores de Atlético e Cruzeiro (Foto: Hugo Harada/ Gazeta do Povo)

Atlético e Cruzeiro se enfrentam hoje, às 15 h, na Vila Olímpica, pela segunda rodada do Brasileiro. Dos bancos de reservas, os conterrâneos Ricardo Drubscky e Marcelo Oliveira vão dirigir as equipes no enlameado gramado do estádio do Boqueirão. Dois treinadores mineiros cujas similaridades vão muito além do estado onde nasceram.

O técnico do Furacão, de certa forma, trilha caminho semelhante ao do comandante da Raposa. Drubscky, de 53 anos, chegou ao CT do Caju no ano passado como um quase anônimo. Seu maior feito era ter levado o modesto Tupi-MG à conquista da Quarta Divisão, em 2011. Entre trancos e barrancos – ele chegou a ser rebaixado ao sub-23 logo após iniciar o trabalho –, o belo-horizontino devolveu o rubro-negro à elite do futebol nacional.

O terceiro lugar na Série B colocou o nome do atleticano em evidência, coisa que Marcelo Oliveira, de 58, também fez em sua passagem pelo estado. No Coritiba entre 2011 e 2012, o técnico venceu o Paranaense duas vezes em cima do maior rival. Os dois vice-campeonatos seguidos da Copa do Brasil também destacaram seu trabalho. Antes de desembarcar em Curitiba, ele só tinha um título da divisão de acesso mineira no currículo.

"Somos mineiros que foram bem no Paraná, assim como alguns paranaenses se deram bem aqui em Minas. Temos essa similaridade, sim", concorda Oliveira, adepto do café com leite e pão de queijo. Outra semelhança entre ambos são os longos anos vividos em categorias de base.

Em janeiro deste ano, os treinadores gravaram uma matéria para uma televisão de Belo Horizonte e bateram papo sobre futebol. Eles chegaram a trabalhar juntos no Galo por um período curto, mas por causa da distância e da falta de convivência a amizade ficou esquecida. O respeito, não. "Ele faz um bom trabalho. Mostra um time sempre muito rápido, moderno e bem organizado", elogia Oliveira. "É um grande adversário. Tem bons jogadores e um bom treinador", disse Drubscky, em entrevista à RPC TV.

A diferença entre ambos está no passado como pré-treinadores. Enquanto Drubscky veio da academia, com larga experiência também em aspectos de fora das quatro linhas, Oliveira foi um meia habilidoso, que marcou história com a camisa de Atlético-MG e Botafogo.

Hoje, os mineiros decidem quem leva vantagem no confronto direto. "Jogando em casa, mesmo sendo quarta à tarde, em um estádio não muito grande, vamos estar com presença maciça da torcida para fazer valer o mando de campo e nossa qualidade", confia o atleticano, que promete no máximo duas mudanças em relação ao time que perdeu para o Fluminense, no domingo. Enquanto Ciro pode aparecer no ataque, o espanhol Mérida fica como opção entre os suplentes.

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