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A nova Arena

Metamorfose permanente: descubra o que ainda vai mudar na Baixada

O Atlético abre a nova Arena da Baixada já com uma série de transformações agendadas. Um pacote que inclui de intervenções para trazer o estádio de uma operação Copa do Mundo para a realidade do futebol brasileiro de clubes a alterações mais profunda

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A tampa do caldeirão

O projeto do Atlético era ter o teto retrátil instalado já para a disputa da Copa do Mundo. Temendo um atraso maior na conclusão da obra, porém, a Fifa determinou que a cobertura total ficasse para depois do Mundial, até porque a entidade não permite o fechamento total dos campos para jogos do torneio. Toda a estrutura do teto retrátil já está com o Atlético, guardada na própria Arena. O clube espera ainda a chegada dos equipamentos importados que fazem a movimentação do teto. A partir da chegada deste material, são 30 dias para a tampa do caldeirão estar em condições de uso. O Atlético prevê ainda este ano usar a Arena – seja para jogos ou eventos – totalmente coberta.

Areninha

Divulgação/ Ministério do Esporte

Com 10 mil lugares, o ginásio terá condições de receber modalidades olímpicas (seguirá o padrão da Federação Internacional de Basquete) e, especialmente, shows. No site da AEG, parceira do clube para gestão não-esportiva do complexo, a previsão de abertura é para 2015. Não há, dentro do Atlético, uma confirmação se realmente a Areninha estará em funcionamento no ano que vem. A área de 28 mil metros quadrados, que em um primeiro momento servirá de estacionamento, agregará ao patrimônio total do Atlético cerca de R$ 180 milhões quando se transformar na Areninha.

Painel eletrônico

Daniel Castellano/ Gazeta do Povo

Durante a Copa, a fachada principal do estádio, virada para a Praça Afonso Botelho, terá um painel para publicidade estática da Fifa. Após o Mundial, essa estrutura servirá de base para a instalação de um painel eletrônico de LED, com 160 metros quadrados, para exibição de publicidade dos parceiros do clube.

Arquibancadas sem cadeiras

Daniel Castellano/ Gazeta do Povo

Totalmente cobertas de cadeiras para a Copa, as arquibancadas da Arena da Baixada terão um setor para se torcer "à moda antiga". As cadeiras do piso inferior atrás dos dois gols são diferentes das demais, para facilitar a retirada. Sem as cadeiras, o espaço no setor aumenta 25%, o que não indica necessariamente um aumento de capacidade – o espaço ocupado por torcedor é o mesmo, com ou sem assento. As principais diferenças são a possibilidade de torcer em pé e de cobrar um ingresso ou mensalidade mais barato. É o que acontecerá no setor Buenos Aires inferior, onde ficará a torcida organizada e o plano de sócios (já esgotado) custa R$ 100.

Isolamento do campo

Para jogos de Copa do Mundo, a Fifa proíbe qualquer barreira física entre o público e a arquibancada. Algo inviável para o futebol brasileiro. Por isso, logo após o Mundial o Atlético cercará o campo de um vidro, com pouco menos de um metro de altura. Será, basicamente, a mesma proteção que havia sido aplicada na reta da Brasílio Itiberê, último setor construído antes de o estádio fechar para as obras da Copa.

Áreas de imprensa

Será a primeira grande transformação do estádio. Para receber os mais de mil profissionais de uma partida de Copa do Mundo, a Arena da Baixada terá bancadas de trabalho instaladas na arquibancada para acomodar a imprensa e os acessos necessários para o Mundial. Passado o torneio, a retirada das bancadas permitirá a instalação de 1,5 mil assentos. O restante da estrutura também será adequado às exigências de partidas do futebol nacional, com, em regra, menos de uma centena de profissionais de imprensa.

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