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Brasileiro

Ex-agente defende patrulha para Damasceno não virar um “Adriano ou Jobson da vida”

Responsável por levar o atacante para o Atlético, empresário diz que jogador nunca foi ‘santinho’. Jogador foi cortado do jogo contra o Atlético-MG por noitadas

Damasceno: problemas de indisciplina. | Felipe Rosa/TRIBUNA DO PARANA
Damasceno: problemas de indisciplina. (Foto: Felipe Rosa/TRIBUNA DO PARANA)

Punido pelo Atlético por abusar das noitadas, o atacante Marco Damasceno precisa de uma atenção mais próxima para não ver sua trajetória desandar. A opinião é do empresário Jesuilton Montalvão, que trabalhou com o atleta no início da carreira e foi responsável pela vinda dele ao Furacão.

O jogador de 19 anos, que teve a escalação como titular divulgada pelo técnico Milton Mendes no meio da semana passada, foi flagrado em duas noitadas seguidas. Acabou cortado do duelo com o Atlético-MG no domingo (24) e, além da suspensão, vai ser multado pelo clube por ter um histórico de casos similares.

“Conheço ele desde criança. Ficou comigo desde os 13 anos. Com a bola nos pés, é um atleta que dispensa comentário. Fora de campo, nunca foi santinho”, admitiu o empresário, que ainda detêm 10% dos direitos econômicos do jogador.

“Essa punição é importante para que o jogador acorde a tempo. Ele tem um futuro promissor e essa situação poder acabar comprometendo um dos principais atletas dessa nova geração. Ele é jovem e com o dinheiro e a carreia acontece esse deslumbramento”, afirmou. “Tenho um ótimo relacionamento com o guri. Me sinto apreensivo, pois esse comportamento não combina com o de um jogador de alto nível. Não quero vê-lo como um Jobson, um Adriano da vida.”

De acordo com Montalvão, Damasceno teve um pouco de dificuldade para se adaptar fora de casa, quando veio de Brasília para Curitiba, e tinha um acompanhamento mais próximo do agente para “evitar os excessos da pouca idade e o deslumbramento com a carreira e o dinheiro”. Sua participação com o atleta, entretanto, diminuiu.

“Não falo com ele há uns três quatro meses. Antes tentava acompanhar mais de perto. Não é tão simples. O jogador quando namoram por exemplo, é mais fácil de segurar. Quando está solteiro, aí complica”, comentou.

A gestão da carreira de Damasceno agora é conduzida por Rafhael Biazzetto. Nem ele nem outros responsáveis pela empresa NB Football Business atenderam ou retornaram às ligações da reportagem, apesar das inúmeras tentativas desde domingo.

O Atlético não confirma oficialmente o motivo pela retirada do jogador da partida contra o Atlético-MG, mas usou o termo ‘punição’. “Ele é um garoto e teve um percalço e um erro. Por isso, foi punido”, limitou-se a dizer o técnico Milton Mendes após a partida.

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