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Jogos ‘nanicos’ do Estadual na Arena viram martírio para o Atlético

Média de público do Atlético no Estadual 2015 foi de apenas 6,6 mil pessoas. | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Média de público do Atlético no Estadual 2015 foi de apenas 6,6 mil pessoas. (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)

O Atlético começa nesta quinta-feira (3), às 19h30, contra o Foz do Iguaçu, a enfrentar mais uma vez o martírio de mandar partidas na Arena da Baixada no Paranaense.

Após registrar público recorde de 33.270 pagantes (com promoção de ingressos) contra o Criciúma, na semana passada, pela Primeira Liga, o clube lamenta o reencontro com a realidade estadual, nada agradável em termos financeiros, muito menos esportivos.

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No ano passado, a média atleticana nos jogos em casa no regional foi de 6,6 mil pessoas. Apesar de manter um quadro associativo bastante superior – cerca de 20 mil –, o Furacão enfrenta dificuldade histórica para atrair público quando as partidas são válidas pelo Paranaense. E além de perder força nas arquibancadas em duelos contra adversários de pouca expressão, também leva prejuízo no borderô.

Em 2015, por exemplo, só o clássico contra o Paraná não apresentou déficit. Ao todo, foram nove partidas na Arena, incluindo três pelo Torneio da Morte. Mesmo que a renda proveniente dos sócios fique estável, o consumo no estádio despenca.

“A baixa média de público é um exemplo de como o regional, em todo o país, não atrai os torcedores”, afirma o presidente atleticano Luiz Sallim Emed. “Já que o campeonato não inova, tem poucas atrações, os clubes têm procurado saídas, como o torneio Sul-Minas-Rio”, completa o dirigente, que garante não poder também baixar o valor das entradas para o Estadual para não ‘desestimular quem já é sócio’.

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Outro dado que prova o distanciamento do torcedor atleticano do Paranaense é a diferença de assiduidade em relação ao Brasileiro. No último Nacional, a frequência média foi de 16.691, dez mil a mais do que no Estadual. No rival Coritiba, por exemplo, o público médio no Paranaense 2015 foi de aproximadamente 9 mil contra 14,7 mil na Série A.

A direção rubro-negra nunca escondeu o descontentamento com os rumos do Paranaense, tanto que em 2013, 2014 e parte de 2015 utilizou a equipe sub-23. Caso a Primeira Liga ganhe mais datas no ano que vem, a situação pode se repetir.

“Não descarto usar um time misto ou sub-23 novamente se a Primeira Liga crescer. O Estadual é a mesma coisa há anos. Desafio a Federação a fazer um projeto para deixar o torneio mais atrativo e mandar para os clubes analisarem”, provoca Emed.

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