
O início no futsal e as frequentes convocações para as categorias de base da seleção brasileira não são as únicas ligações entre os mais jovens jogadores do Atlético nesta Libertadores. Considerados preciosidades no CT do Caju, tanto o meia Nathan, 17 anos, quanto o atacante Thiago Mosquito, 18, estrearam como profissionais justamente no principal torneio sul-americano, nos duelos eliminatórios contra o Sporting Cristal, do Peru. Mas apesar do futuro promissor e da aposta do clube neles, ambos têm permanência incerta no clube após 2015.
Catarinense de Blumenau, Nathan tem contrato com o Atlético até abril do ano que vem. O pai e empresário do jogador, José Carlos de Souza, diz que a vontade do filho é permanecer em Curitiba, mas por enquanto a renovação está emperrada. "Já foram cinco, seis reuniões e ainda não acertamos", conta.
Nathan tem contrato até abril de 2015, mas, a partir de outubro, ele pode firmar pré-contrato com outra equipe e sair de graça. "Eu quero uma chance para o Nathan jogar, botar a bola no chão e ajudar o Atlético. Sei que ele pode. Está treinando com os titulares, só que o empecilho é a renovação. Mas primeiro tem de vir a oportunidade", emenda Souza, grande incentivador da carreira do Bola de Prata do Mundial sub-17, nos Emirados Árabes Unidos, ano passado.
Se a habilidade de Nathan, que está no CT do Caju desde 2009, vem do passado no futsal ele foi três vezes campeão estadual (sub-9, sub-11 e sub-13) pelo time da Hering o carioca Mosquito tem outro perfil, apesar do histórico similar nas quadras do Vasco.
"Não vejo ele como um jogador de habilidade, mas de muita inteligência, força, objetividade e velocidade", afirma Jefferson Borges Costa de Farias, padrasto do atleta.
Há um mês, a mãe de Mosquito, Andréa Rodrigues, mudou com o filho para Curitiba para acompanhar de perto a carreira do garoto, que está emprestado pelo Macaé-RJ até o fim da temporada. Empresariado pelo argentino Gustavo Arribas, que tem ótima relação com o presidente Mario Celso Petraglia, a chance de o atacante ficar é cada vez mais real.
"Tivemos propostas de clubes de fora, mas resolvemos que não era o momento. Ele tem de terminar a formação no Brasil, para depois ir para a Europa", diz acreditar Farias.



