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Brasileiro

Pressão marca chance final do ‘El Paranaense’

Após perder duas oportunidades de antecipar a vaga na Libertadores, Atlético encara ‘decisão’ contra o ameaçado Vasco

Paulo Baier tem a oportunidade de se redimir do baixo rendimento nas últimas partidas | Hugo Harada/ Gazeta do Povo
Paulo Baier tem a oportunidade de se redimir do baixo rendimento nas últimas partidas (Foto: Hugo Harada/ Gazeta do Povo)

Depois de duas tentativas frustradas, o Atlético deixou para hoje, às 17 h, contra o Vasco, em Joinville, a definição da vaga para a Liber­­ta­­do­­res 2014. Uma classificação inesperada em comparação ao objetivo inicial de permanecer na Série A, mas que é tratada como obrigação dentro do clube por causa dos benefícios de competir a nível internacional.

Desde a 16.ª rodada no G4, o Furacão garante o posto no principal torneio das Américas com uma vitória sobre o Vasco, que não depende apenas de si para escapar do descenso. Porém, como a Ponte Preta está a um triunfo do título da Sul-Americana, é seguro contar somente com três classificados via Nacional. Assim, um empate – desde que Goiás não bata o Santos por seis gols de vantagem – ainda assegura a vaga na fase eliminatória. Se perder, será preciso torcer contra Goiás, Botafogo e Vitória.

A matemática é favorável, assim como o bônus de voltar a ser ‘El Paranaense’, fato que não acontece desde 2005, quando o clube protagonizou a decisão ao lado do São Paulo. A campanha surpreendente comandada por Vagner Mancini valorizou o elenco em 39%, de acordo com a Pluri Consultoria. De R$ 82,9 milhões em maio, passou a valer R$ 115,9 milhões no fim de novembro. Jogar a Libertadores é certeza de mais cifrões.

"Além da questão esportiva, tem o status da competição. Isso impacta em um valor agregado maior aos jogos, as pessoas se dispõem a pagar mais para assistir. A visibilidade aumenta, assim como a motivação do sócio-torcedor e dos patrocinadores, o que contribui no crescimento das receitas", aponta o consultor de marketing e gestão esportiva Amir Somoggi.

Com a Libertadores em mente, o Atlético projeta dois cenários. O melhor contempla entrar diretamente na fase de grupos, o que só será possível com triunfo hoje e tropeço do Grêmio diante da Portuguesa. Além de duas semanas a mais de preparação já que a estreia seria na segunda semana de fevereiro, há pelo menos seis partidas garantidas.

O mais provável, entretan­­to, é disputar a pré-Libertadores, panorama que traz consigo o risco de uma eliminação precoce e ainda inviabiliza investimento mais ousado na montagem do elenco.

O que não passa pelos planos da diretoria é morrer na praia. A forma como a equipe perdeu a Copa do Brasil para o Flamengo, no Maracanã, foi o estopim para a pressão aumentar, principalmente em Mancini (leia mais ao lado).

A segunda chance de antecipar a vaga também foi desperdiçada na derrota de virada para o Santos, no domingo passado. Até a contratação do atacante Adriano, caso o Imperador realmente venha a recuperar a forma física no CT do Caju, está diretamente ligada à presença atleticana na competição continental.

Paulo Baier, Manoel, Mar­­ce­­lo e companhia têm consciência de tudo que a partida de engloba. Mesmo em Joinville por causa de uma punição do STJD, a esperança é de apoio maciço e incondicional da torcida. O adversário desesperado eleva o clima de apreensão. Mas é preciso terminar com firmeza o ótimo ano de 2013.

"Escrevemos uma redação nos últimos cinco meses e falta o ponto final. Não podemos deixar um trabalho todo em aberto. É necessário que o trabalho seja finalizado", pede Mancini.

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