
Os títulos de potencial construtivo, cedidos pela prefeitura como participação do poder público na reforma da Arena para a Copa, fizeram com que as contas do Atlético tivessem um salto extremamente positivo. Segundo o balanço financeiro de 2012, divulgado ontem pelo Rubro-Negro, o clube passou de um déficit de cerca de R$ 5 milhões em 2011 para um superávit de R$ 122,8 milhões. Muito por causa dos R$ 123.066.667 em "receitas de repasses de títulos à venda".
Por outro lado, é possível concluir que o Furacão teve uma queda de R$ 9 milhões em receita por não poder usar o seu estádio. A renda com bilheteria caiu 81% (de R$ 4,1 milhões para R$ 780,4 mil), a receita com os camarotes diminuiu R$ 76,9% (de cerca de R$ 2 milhões para R$ 500 mil) e o lucro com aluguel do campo despencou 99,7% (de R$ 1,1 milhão para R$ 2,8 mil).
O material também aponta uma queda de R$ 22,8% nos recebíveis com sócios, praticamente R$ 3 milhões. Há ainda outras baixas, como o aluguel de loja (71,2%) e no quesito "outras receitas" (260%). Apenas o dinheiro obtido com merchandising e placas registrou uma evolução de 60%, ou R$ 1,3 milhão.
No que diz respeito à formação de atletas, o balanço mostra que o Atlético em 2012 aumentou o dinheiro gasto para adquirir atletas e diminuiu o valor recebido com a venda de jogadores. O custo para trazer boleiros teve um plus de R$ 3,2 milhões (36,1%). Já a receita oriunda com negociações caiu R$ 11,9 milhões (67,2%).
Quando o assunto são as dívidas do Furacão, um total de R$ 82,5 milhões, o balanço mostra que parcela considerável diz respeito à reforma da Baixada. R$ 44,6 milhões são de empréstimos e financiamentos. Um deles, de R$ 31,2 milhões, com a Fomento Paraná, agência do governo estadual. Também entram nesta conta R$ 14,2 milhões em empréstimos bancários, R$ 11 milhões em ações trabalhistas, R$ 5 milhões em contas a pagar com a transferência de atletas, além de obrigações sociais, salários e FGTS.
Colaborou: Leonardo Mendes Júnior



