Fachada da Arena da Baixada, casa do Atlético que volta a abrigar um jogo da Libertadores depois de 12 anos de espera.| Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo

A partida do Atlético contra o Millonarios, na próxima quarta-feira (1.º), às 21h45, assinala o retorno da Libertadores à Baixada, após 11 anos e meio de ausência. E o retrospecto rubro-negro na Arena pela competição é para reforçar a confiança dos torcedores.

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A última vez que o estádio hospedou um duelo do mais importante torneio do continente foi em 23 de junho de 2005. Naquele dia, o Furacão venceu os mexicanos do Chivas, por 3 a 0, pelo jogo de ida da semifinal.

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Na partida de volta, em Guadalajara, a equipe rubro-negra empatou por 2 a 2 e selou a vaga na decisão, que seria conquistada pelo São Paulo — o Furacão teve de mandar sua partida final no Beira-Rio, em Porto Alegre, pois a Baixada não tinha capacidade para 40 mil pessoas e o clube paulista e a Conmebol não aceitaram que o jogo fosse feito no local, que estava com arquibancadas tubulares instaladas.

Já em 2014, na mais recente participação atleticana na Libertadores, a equipe teve de mandar suas partidas na Vila Capanema, estádio do rival Paraná. A Arena da Baixada estava em obras para a Copa do Mundo.

No geral, o Atlético disputou 13 duelos da competição na Baixada, considerando as campanhas de 2000, 2002 e 2005. São 10 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, aproveitamento de 82%. Foram 22 gols a favor e 13 contra.

Alto rendimento que fica próximo daquele alcançado pelo Furacão no Brasileirão do ano passado, quando terminou a disputa como o melhor mandante, com 84,2% de aproveitamento.

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Se considerarmos todos os jogos atleticanos como mandante na Libertadores — incluindo o duelo em Porto Alegre, em 2005, e as partidas na Vila Capanema, em 2014 — o rendimento cai para 76%. São no total 18 partidas, com 13 vitórias, 2 empates e 3 derrotas. Foram 30 gols a favor e 18 tentos contra.

O confronto com o Millonarios ainda representa a estreia da Libertadores na Baixada remodelada para o Mundial de 2014 – construída com teto retrátil e que, em seguida, recebeu o piso de grama sintética.

O cenário de força nos próprios domínios não é ignorado pelo técnico Paulo Autuori e pelo atual elenco. O pensamento no clube é de que a passagem de fase contra o Millonarios está diretamente relacionada a um bom desempenho na Baixada, na partida de ida.

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A expectativa é de bom público para o embate com os colombianos. No entanto, na tarde de segunda-feira (30), o movimento ainda era modesto nas bilheterias.