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Venda de Hernani reforça Atlético como ‘fábrica de milhões’ no mercado da bola

Negociação do volante com o Zenit-RUS por R$ 28,4 milhões mostra mais uma vez a vocação do Atlético para faturar alto com vendas de jogadores

  • PorAndré Pugliesi
  • 16/12/2016 19:17
Hernani ainda pode render mais dinheiro ao Atlético. | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Hernani ainda pode render mais dinheiro ao Atlético.| Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

Vendido para o Zenit, da Rússia, por R$ 28,4 milhões, o volante Hernani entra em quarto lugar no rol dos cinco maiores faturamentos da história do Atlético com venda de atletas. Dono de 100% dos direitos econômicos do jogador, o Furacão está de cofre cheio.

A operação reforça ainda o status de Mario Celso Petraglia como principal negociador do futebol paranaense. O presidente do Conselho Deliberativo do Rubro-Negro esteve ativo nas cinco principais transferências do clube. Recentemente, o Furacão também negociou com destaque os atacantes Marcelo Cirino, Douglas Coutinho e o meia Nathan.

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Na comparação, Hernani está atrás apenas do atacante Lucas, do volante Fernandinho, do meia Jadson. Supera a transferência de Kléberson para o Manchester United.

“É uma habilidade do [Mario Celso] Petraglia, de historicamente fazer grandes vendas. Seguramos o Hernani na janela de transferências anterior para o exterior apostando num crescimento. Deu certo”, comenta Luiz Sallim Emed, presidente do Furacão.

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E Hernani pode render ainda mais. No acerto com os russos, o Rubro-Negro manteve 20% sobre os direitos econômicos do mineiro. Em caso de nova negociação no futuro, mais grana para os cofres atleticanos.

Mais rentável, Lucas foi negociado em 2000 com o Rentistas-URU: R$ 13,3 milhões por 50% dos direitos econômicos do jogador. Atualmente, em valor corrigido pela inflação, a transação significaria R$ 39,2 milhões.

Os uruguaios também faturaram alto com o autor do gol inaugural da Arena. Um dia após comprar do Furacão os 50%, pelos R$ 13,3 milhões, e ficar com os 100% dos direitos de Lucas, o Rentistas o negociou por R$ 37,3 milhões com o Rennes-FRA, R$ 109,9 milhões em valores corrigidos.

Jogador do Manchester City e da seleção brasileira, Fernandinho foi vendido pelo Atlético para o Shakhtar-UCR em 2005. Foram R$ 22,6 milhões na oportunidade por 80% dos direitos. Em 2007, o Furacão cedeu o restante por R$ 6,7 milhões.

Cofre rubro-negro

Veja o ranking dos cinco maiores faturamentos do Atlético com atletas. São os valores atuais e descontados os ganhos de parceiros

1º - Lucas: R$ 39,2 milhões

2º - Fernandinho: R$ 35 milhões

3º - Jadson: R$ 32,6 milhões

4º - Hernani: R$ 28,4 milhões

5º - Kléberson: 25,6 milhões

Em cifras atuais, corrigidas, a transação representaria R$ 50,1 milhões. Entretanto, o PSTC, clube de Londrina que formou Fernandinho, e parceiro do Rubro-Negro, detinha 30%. Com o desconto, o Furacão ficaria com R$ 35 milhões. Segunda maior venda.

“É uma habilidade do [Mario Celso] Petraglia, de historicamente fazer grandes vendas. Na janela anterior para o exterior seguramos o Hernani como uma aposta e deu certo”

Luiz Sallim Emed Presidente do Atlético

A ida de Jadson, também para o Shakhtar-UCR, foi a terceira maior negociação. O meia saiu em 2005 por R$ 35,7 milhões por 80% dos direitos. Os outros 20% foram cedidos em 2012, por R$ 1,9 milhão.

Na atualização, a transferência de Jadson significaria R$ 38,3 milhões. Mas o meia também surgiu no PSTC que, neste caso, tinha 15% de participação. Com o abatimento, o Furacão ficaria com R$ 32,6 milhões.

“Foram todas grandes vendas. Uma parceria que funcionou muito bem. O Atlético ganhou dinheiro, o PSTC também ganhou dinheiro, com ótimos jogadores”, relembra Mario Iramina, presidente do PSTC.

A quinta maior negociação do Atlético, superada pela saída de Hernani, foi a venda de Kléberson para o Manchester United em 2003. Na oportunidade, o volante foi negociado por R$ 23,6 milhões.

Corrigindo para valores atuais, a venda do pentacampeão mundial sairia por R$ 51,3 milhões. Mas, como Fernandinho e Jádson, Kléberson também era oriundo do PSTC, que possuía 50% de participação. Restaram para o Furacão R$ 25,6 milhões.

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