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Gestão

Bom Senso propõe cinco divisões no Brasileiro

Entidade de jogadores quer cinco níveis no Nacional, 664 clubes e estaduais disputados apenas em oito datas no meio do ano

  • PorLeonardo Mendes Júnior
  • 16/03/2014 21:05
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Um Campeonato Bra­­sileiro de fevereiro a dezembro, com 664 times dis­­tribuídos por cinco divisões, é a proposta do Bom Senso FC para tornar mais racional e abrangente o calendário do futebol nacional. A ideia, trabalhada ao longo dos seis últimos meses, será apresentada hoje, durante um seminário do movimento dos jogadores, em São Paulo.

INFOGRÁFICO: Veja como funciona o calendário proposto pelo Bom Senso FC

A Gazeta do Povo teve acesso ao conteúdo que será mostrado no encontro.

"É uma proposta para melhorar o modelo atual, fazer com que os clubes tenham calendário o ano todo e ajudar a fomentar a prática do futebol em todo o país. Em 2013, o Presidente Prudente [time da Quarta Divisão paulista] fez dez jogos entre abril e julho e acabou o ano para ele. Pela nossa proposta, são 22 jogos só na Série E mais espalhados pela temporada", compara o advogado João Henrique Chiminazzo, assessor jurídico do Bom Senso FC.

O modelo desenhado pelo Bom Senso aproxima o número máximo e mínimo de jogos dos clubes. Em uma projeção para o ano de 2015, o clube brasileiro que for menos vezes a campo o fará 31 vezes; no outro extremo são 76 partidas. Transposto para o próximo ano, o calendário atual da CBF tem 15 e 85 datas, respectivamente.

O caminho para elevar o número de jogos dos clubes pequenos é a ampliação das divisões inferiores do Brasileirão. Hoje, a CBF organiza a Série C com 20 clubes e a Série D com 40. Pelo projeto do movimento de jogadores, a C passaria a ter 48 times e a D, 144. Ainda seria criada a Série E, com 432 participantes. As três divisões seriam regionalizadas.

Segundo o Bom Senso, essa formatação elimina os principais problemas dos clubes pequenos: o desemprego que atinge 12 mil atletas após os estaduais, a inatividade por mais de seis meses (problema de 85% dos times do país) e a falta de visibilidade para os patrocinadores.

Na outra ponta da pirâmide, os clubes grandes, o enxugamento do calendário passa pelos estaduais. Hoje com 19 datas distribuídas entre janeiro e abril, as competições locais seriam remanejadas para o meio do ano, entre junho e julho, menores e com um formato diferente. Seriam torneios de mata-mata com de 8 a 40 clubes, de acordo com o estado, precisando jogar no máximo oito partidas para ser campeão

Os estaduais seriam a única coincidência entre o calendário nacional e o de seleções, que, exceto em ano olímpico, têm torneios no meio da temporada. Nos outros meses, o futebol pararia para as datas Fifa. O Brasileirão também seria jogado apenas aos finais de semana, possibilitando, de acordo com o movimento, menor risco de lesão, maior interesse do público pelos jogos e melhora no nível dos jogos.

A proposta dos jogadores já foi apresentada ao ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, e teve boa receptividade. O mesmo, porém, não aconteceu nos contatos com a CBF.

"Todo mundo que a gente apresenta a proposta gosta, acha plausível. A grande resistência é a CBF", lamenta Chiminazzo.

No seminário de hoje, o projeto de reforma do calendário será apresentado em um painel com o meia Alex, do Coritiba, o zagueiro Juan, do Internacional, e o atacante Rafael Silva, do Nacional-SP. Antes, será realizado um painel de fair play financeiro, com os goleiros Fernando Prass (Palmeiras), Dida (Internacional) e Roberto (Ponte Preta).

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