
O Bom Senso FC organizou um protesto na noite desta quarta-feira (13) no Campeonato Brasileiro. O movimento organizado pelos jogadores, que busca melhorias no calendário das competições nacionais e outros benefícios trabalhistas para toda a classe, foi responsável por retardar o início das partidas da 34ª rodada da Série A.
Nos jogos, as equipes se recusaram a dar o pontapé inicial logo após o apito do árbitro e só depois de alguns segundos deram a saída de bola, como aconteceu nas partidas de Atlético e Coritiba. O principal objetivo com a ação foi cobrar uma atitude da CBF com relação às reivindicações do grupo.
"É um movimento genuíno, sem política por trás, e realmente mostra o desejo dos atletas. Acredito que aconteceu em todas as partidas da rodada, deve acontecer amanhã [quinta-feira] também", explicou o meia Alex, um dos idealizadores do movimento, após a derrota por 1 a 0 para o Corinthians nesta quarta-feira (13).
O caso mais marcante da rodada aconteceu no jogo entre São Paulo e Flamengo. A cena, inesperada, se deu porque o árbitro Alicio Pena Júnior vetou o protesto do Bom Senso FC. Seria respeitado um minuto de silêncio antes da partida, com os jogadores dos dois times permanecendo de braços cruzados.
Alicio ameaçou punir os atletas caso eles ficassem parados após o apito inicial. Rogério Ceni então reuniu os jogadores dos dois times e sugeriu a nova forma de protesto. Enquanto um goleiro chutava a bola para o outro, os demais jogadores seguiam de braços cruzados. E Alicio não podia fazer nada.
"Os jogadores mostram que vão ser ouvidos. Temos uma preocupação com toda a classe, principalmente com aqueles que jogam pouco e não tem calendário durante o ano. Hoje foi interessante. Vimos coisas boas", resumiu Alex.



