Walter e Kléber: fases distintas. | Jonathan Campos e Albari Rosa/
Walter e Kléber: fases distintas.| Foto: Jonathan Campos e Albari Rosa/

Prestes ao início da fase semifinal do Campeonato Paranaense, os dois principais jogadores de Atlético e Coritiba trilham caminhos opostos. Grande aposta do Rubro-Negro em 2016, Walter vive momento turbulento. Kléber, por sua vez, venceu a desconfiança no Alviverde.

Das 19 partidas do Furacão na temporada, Walter disputou apenas nove. No tempo em que permaneceu no gramado, não marcou um gol sequer com a camisa atleticana. O jejum do camisa 18 rendeu até piada do rival. Após o Atletiba vencido pelo Coxa por 2 a 0, na Baixada, em 20 de março, o Twitter oficial coritibano publicou: “Wilson – 1 gol; Walter -0 gols”, fazendo referência ao gol anotado por seu arqueiro no Paranaense.

A seca de Walter culminou em um ato de indisciplina no domingo passado. Contrariado por não ter sido utilizado no jogo contra o Londrina, válido pelas quartas de final, o avante abandonou o banco de reservas antes do término da partida.

A atitude rendeu censuras dos colegas e do técnico Paulo Autuori. E serviu de pretexto para uma ameaça promovida pela torcida organizada Os Fanáticos. Em vídeo, os integrantes mandaram um recado: “Joga por amor ou joga por terror”.

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Walter garante ter feito as pazes com a facção. Contra o Brasil de Pelotas, na última quarta-feira (13), foi utilizado no segundo tempo, recebeu alguns aplausos, mas seguiu sem balançar a rede.

A situação atual contrasta com a expectativa gerada pela permanência do atleta na Baixada. Ele foi alvo de disputa com o Sport. Permaneceu, entrou num programa de recondicionamento físico e perdeu 15 kg. No entanto, ainda não vingou.

A chance para uma reviravolta está no clássico com o Paraná, neste sábado, às 16h20, na ida da semifinal.

Boa fase no Couto

No Alto da Glória, Kléber escreveu roteiro em sentido contrário. Apagado no Brasileiro do ano passado, assíduo no departamento médico, o Gladiador renovou com o Coritiba sem alarde e sem unanimidade entre os torcedores.

O Estadual não havia nem iniciado e o atacante já estava envolto em polêmica. Foi o pivô de uma confusão em uma boate de Foz do Iguaçu, local da pré-temporada da equipe dirigida pelo técnico Gilson Kleina.

Mas foi só a bola rolar para Kléber passar a escrever nova trajetória no clube. Jogando como referência do time no ataque, o atleta de 32 anos recuperou o faro de artilheiro perdido nos últimos anos.

Em 9 partidas disputadas com a camisa alviverde no Paranaense, o Gladiador anotou 12 gols – é o artilheiro da competição. Ao todo, Kléber saiu vitorioso de campo com a equipe alviverde em sete oportunidades, com um empate e apenas uma derrota – para o Toledo, por 3 a 2, pela 4ª rodada. Já sem ele, o Coxa disputou quatro partidas: venceu só uma, empatou outra e perdeu duas.

O camisa 83 forçou o terceiro cartão amarelo e não enfrenta o PSTC, em Cornélio Procópio, no domingo (17), às 16h. A estratégia é garantir a presença dele na partida decisiva da volta, no Couto Pereira, e nos dois jogos de uma eventual final, na qual a escalação do goleador é considerada fundamental.

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