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Paranaense

Campanha coxa põe reforços em xeque

Equipe alviverde empatou os últimos três jogos que disputou no Estadual e ficou distante do título do 1.º turno

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Se em 2011, o Coritiba empolgou os torcedores, a atual equipe tem gerado desconfianças. Resultado das últimas três rodadas sem vitória no Estadual, que deixaram o rival Atlético quatro pontos à frente e levantaram dúvidas sobre os reforços – e o time – trazidos para esta temporada.

Uma análise sobre os pacotes de contratações de 2011 e 2012 mostra a prioridade em cada temporada. A defesa ganhou o foco no ano passado, com a chegada de Emer­­son, Jonas, Eltinho e Mara­­nhão, enquanto só Anderson Aquino e Davi encorparam o ataque.

Desta vez, Marcel, Lincoln e Renan Oliveira vieram para ajudar a equipe a marcar gols. Eles, po­­rém, não teriam suprido ainda o adeus em massa de titulares de vários setores como Marcos Auré­­lio, Leandro Donizete, Bill, Léo Gago e agora também Davi, em negociação com o futebol chinês.

"Não devo lamentar o que passou. Contratamos jogadores que vieram com boas referências, são bons atletas", defende o técnico Marcelo Oliveira.

Mas o próprio comandante admitiu que os reforços ainda podem render mais. "Estão faltando ajustes, encaixar um time, trocar uma peça ou outra", completa o treinador.

Já o presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, pede tempo. "Quem fala isso não conhece futebol ou está fazendo uma avaliação pessoal", ataca o dirigente, acreditando que é necessário no mínimo três meses para se ter uma ideia concreta da qualidade do time de 2012.

Ainda na linha de defesa, o dirigente questionou os ídolos que partiram. "Fica todo mundo dizendo que o problema são os que saíram, mas quantas partidas o Marcos Aurélio jogou no ano passado?", questiona. "Léo Gago foi muito contestado aqui no começo. No Grêmio, não fica nem no banco de reservas", argumenta Andrade.

Para o dirigente, toda essa pressão está relacionada ao desempenho dos adversários. "A única diferença é que ano passado alguns times estavam muito mal e agora eles têm tido uma evolução melhor", disse, citando Londrina, Cianorte, Arapongas e, claro, o rival Rubro-Negro.

"Se o Atlético está bem, o Cori­­tiba não presta e vice-versa. Co­­mentar resultado é fácil. Atual­­mente alguns mudam tanto de opinião que você pode ser mocinho de manhã, mais ou menos ao meio-dia e bandido de tarde", ironiza.

O superintendente de futebol coxa-branca e mentor da formação do elenco, Felipe Ximenes, não foi encontrado para comentar o assunto. Ele está na Holanda para conhecer a Amster­­dam Arena, um dos estádios mais rentáveis do mundo. A ideia é utilizar este conhecimento em uma série de melhorias que serão feitas no Couto Pereira.

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