Aparecido, João e Paulo (da esq. para direita): família Regini, do ramo da construção civil, comanda o representante de Maringá no Campeonato Paranaense | Ivan Amorin/  Gazeta do Povo
Aparecido, João e Paulo (da esq. para direita): família Regini, do ramo da construção civil, comanda o representante de Maringá no Campeonato Paranaense| Foto: Ivan Amorin/ Gazeta do Povo

Criado há menos de quatro anos, o Maringá estreia neste domingo no Paranaense em um jogo de opostos: recém-chegado da Divisão de Acesso, enfrenta o tetracampeão Coritiba. E leva para campo o mérito de ter recolocado o nome da Cidade Canção na elite do Estadual. O último representante havia sido o hoje extinto Adap/Galo, a mistura do Galo Maringá com a Adap de Campo Mourão, em 2008.

A meta dos novatos é modesta. "Não voltar para a Segunda Divisão é o primeiro ponto. Depois, vamos tentar brigar por uma vaga na Série D do Brasileiro para ter calendário no segundo semestre", diz Aparecido Regini, o Zebrão, presidente de honra e ex-vereador em Maringá.

Para chegar no atual Mari­­ngá Futebol Clube, o time passou por rebatismos e reajustes estruturais em sua diretoria, composta por membros de uma mesma família. O clube nasceu em 2010 como Grêmio Metropolitano Maringá, resultado de um projeto social de escolinha de futebol, que atende garotos de até 17 anos, bancado pela Lei de Incentivo municipal ao esporte. O primeiro presidente foi Zebrão, hoje assessor do prefeito da cidade, Roberto Pupin.

"Passei o cargo [no clube] para não envolver política e futebol. O time não tem dono, é da cidade", afirma o dirigente. O novo mandatário é o irmão de Zebrão, João Regini; e o diretor de futebol é do mesmo clã: Paulo Regini, filho de João. "Não vivemos do futebol. Temos uma empresa de serviços na construção civil", destaca Paulo.

No ano passado, a equipe tirou o "Grêmio" do nome, para evitar confusão com outro time da cidade, o Grêmio Maringá, este fundado em 1961, três vezes campeão estadual e, em 2002, vendido para Aurélio Almeida, folclórico cartola do futebol paranaense, conhecido por seus projetos inacabados (e, invariavelmente, endividados) e promessas não-concretizadas, como a compra do Estádio Pinheirão. Almeida ameaçava entrar na Justiça contra o clube novato por afirmar ter direito sobre a nomenclatura na cidade. Diante disso, o novo time passou a ser Metropolitano Maringá.

Neste ano, após uma votação via redes sociais, um novo batismo. Pagando uma taxa de aproximadamente R$ 20 mil à CBF, agora é o Maringá FC, alcunha com a qual pretende estreitar relações com a população local, ganhando mais torcedores. "Na Divisão de Acesso, eram cerca de 2 mil pessoas por jogo, queremos chegar a 8 mil", calcula Paulo.

Apoio oficial o clube já tem: o prefeito da cidade auxiliou o time a angariar patrocinadores – até agora, dois ajudam a cobrir a folha salarial de 23 jogadores, que gira em torno de R$ 170 mil, além de uma parceria com uma empresa de transportes para o deslocamento da equipe. A prefeitura também cedeu, sem custo, o Estádio Willie Davids para os jogos. O terreno onde está o Centro de Treinamento do time profissional é uma concessão do poder municipal, válida por 20 anos.

No elenco, três jogadores vieram do projeto social que originou o clube: o atacante Crisley, o lateral-esquerdo Luan e o meia Rodriguinho. Na lista dos mais experientes está o lateral-direito Rafinha, 31 anos, que jogou a Série B pelo Boa Esporte.

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