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Paranaense

Coritiba encara Operário no Couto sob pressão

Antes superfavorito, Coxa enfrenta momento atípico de cobrança e precisa vencer o Operário para dar sequência às ambições do turno

O meia Renan Oliveira assume a responsabilidade de substituir Davi, negociado com o futebol chinês | Walter Alves/ Gazeta do Povo
O meia Renan Oliveira assume a responsabilidade de substituir Davi, negociado com o futebol chinês (Foto: Walter Alves/ Gazeta do Povo)

Mesmo prestes a completar dois anos sem perder no Paranaense – aniversário a ser comemorado na terça-feira –, não é a tranquilidade que norteia o Coritiba hoje. A partir das 19h30, o Coxa estará di­­an­­te da maior pressão encarada até agora no Estadual. Menos por causa do adversário, o Ope­­rário. Mais pela própria situação na qual o clube se colocou. Três empates consecutivos deixaram o rival Atlético isolar-se na liderança e as ambições alviverdes no turno ameaçadas.

O Coritiba sabe que precisa vencer o Fantasma, no Couto Pe­­­reira, para chegar ao Atletiba das Cinzas, na quarta, ainda com chance de conquistar a fase e, por consequência, o passaporte direto para uma eventual final. Uma pressão a mais que, como disse recentemente o volante Wil­­lian, já era esperada pelo elenco alviverde devido à alta expectativa da torcida após a boa campanha de 2011.

Diante desse cenário atípico para o bicampeão paranaense que ostenta 41 jogos de invencibilidade no regional, o técnico Marcelo Oliveira busca passar confiança aos atletas e ensinar como reconquistar o apoio do torcedor. "Eu comento com os jogadores e oriento no sentido de melhorar sempre. De pegar aquilo que foi bom e tirar proveito", disse o treinador, sem entrar em detalhes. "Opor­­tu­­nidades que aparecem precisam ser melhor aproveitadas porque fazem a diferença", emendou.

Quanto à cobrança, Oliveira admite que nenhuma pressão é pior do que a interna, de dentro do elenco. "Ninguém queria mais o resultado [contra o Cianorte, empate por 1 a 1 na quarta-feira] do que eu. Me chateio muito quando o resultado não vem, sofro também, porque trabalho muit­­o", afirmou o treinador. "Eu passei muita confiança para os jo­­­ga­­­­dores justamente para nós rea­­girmos", contou. "Espero que o pes­­soal possa, neste período de car­­­naval, também participar do jo­­go com a mesma alegria e ajudar a conquistar uma grande vitória, o que nos dará uma nova perspectiva", fechou.

Oliveira não quis confirmar a equipe que encara o Operário, mas a tendência é de que seja a mesma escalada contra o Cianorte, com Willian e Júnior Urso no sistema de marcação do meio de campo.

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