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Final inédita com Maringá coroa andarilho Sturion

Cansado da fama de rei do acesso, comandante da Zebra festeja sucesso tardio na elite estadual

Claudemir Sturion espera que a boa campanha impulsione sua carreira em times maiores | Ivan Amorin/Gazeta do Povo
Claudemir Sturion espera que a boa campanha impulsione sua carreira em times maiores (Foto: Ivan Amorin/Gazeta do Povo)

Poucos conhecem tanto o estado do Paraná como Claudemir Sturion. O técnico do Maringá fixou residência em 11 cidades paranaenses ao longo da carreira como jogador, nas décadas de 80 e 90, e como treinador, a partir de 2000. Mas só agora, depois de tantas idas e vindas, conseguiu colocar um time do interior em uma final de Estadual. Feito que o ajudou a se livrar de um rótulo incômodo.

INFOGRÁFICO: Confira por quais clubes do Paraná Sturion já passou

"O trabalho começa a ser reconhecido. Tinha a fama de ser o rei do acesso, de técnico de Segunda Divisão. Mas agora é uma afirmação para provar que posso trabalhar na Primeira Divisão e com condições de brigar para ser campeão", desabafou Sturion, que comandou o Roma Apucarana no título da Copa dos 100 Anos em 2006 e levou o Engenheiro Beltrão para a disputa da Série C do Brasileirão em 2008.

A identificação com o estado começou quando ainda era lateral-direito. Primeiro veio a Platinense – ainda é ídolo em Santo Antônio da Platina; depois, Londrina, Apucarana, Cascavel e Atlético. Mas, foi quando trocou a chuteira pelo banco de reservas que ele explorou de vez a região. Com a prancheta na mão, acumulou passagens por Iraty, Roma Apucarana, Portuguesa Londrinense, Foz, Nacional, Engenheiro Beltrão, Operário, Arapongas, Platinense e Maringá.

Depois de tantos quilômetros de estrada e tantos clubes defendidos, a realidade do esporte local quase o convenceu a abandonar a carreira. Estava desanimado. O cenário longe das grandes equipes, como Atlético e Coritiba, é desanimador. "Já vi cada coisa nos clubes por aí que é até difícil continuar. Tem clube de Primeira Divisão sem estrutura nenhuma", revelou.

No Maringá, porém, encontrou um meio termo. A estrutura não é a ideal, mas já melhorou em relação ao ano passado, quando chegou para a Divisão de Acesso. Pelo menos a mão de obra disponível satisfez Sturion. "Desde a Segunda Divisão conseguimos trazer jogadores qualificados e ficamos com 13 remanescentes daquele grupo, sendo que sete são titulares. É um fator positivo", completou ele, que começa a colher frutos pela boa campanha.

Entre as sondagens para trocar de casa, uma veio da capital. O empresário Marcos Amaral, parceiro do Paraná, apareceu como ponte para levar o treinador para a Vila Capanema. Outro caminho é permanecer no Maringá para a Série D, já que a volta para o Foz ficou inviável com sua consequente valorização financeira.

A preocupação de Sturion, por ora, é com o dia 13 de abril, quando decide em casa o título paranaense diante do Londrina. "Espero fechar com chave de ouro essa passagem por Maringá. Um título e vamos ficar para a história."

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