
O time sub-23 do Atlético está realizando neste segundo turno o que ninguém atreveria a dizer ser possível no começo deste Campeonato Paranaense: brigar pelo título. Com a melhor campanha do returno (20 pontos), a equipe de baixo do Furacão depende apenas dos próprios resultados nas três últimas rodadas para fazer a final com o Coritiba. Enfrenta, pela ordem, J. Malucelli, o próprio Alviverde e Operário, todos adversários diretos e todos com 15 pontos o vice-líder Londrina, com 19, completa o time dos postulantes ao troféu do returno.
Confira um raio-x do time sub-23 atleticano
Parte deste sucesso pode ser explicado pelo poderio ofensivo que o clube ganhou na metade final do Estadual. No primeiro turno, foram apenas 13 gols. Até o momento, restando ainda três rodadas na segunda fase, o time balançou a rede 15 vezes só perde para o Coritiba, que tem um a mais.
Essa guinada nos gols atende pelo nome de Douglas Coutinho, artilheiro do campeonato ao lado do coxa-branca Alex com dez gols. Do total, o jovem matador de 19 anos marcou sete no returno. Opinião é compartilhada pelos treinadores que enfrentaram o sub-23 rubro-negro no regional.
"O sub-23 cresceu nos valores individuais. Isso surpreende, por não ser o time principal. O Douglas fez gols decisivos, gols que mataram jogos. Ele está fazendo a diferença", analisa o técnico do Toledo, Rogério Perrô, que empatou no primeiro turno e perdeu na fase atual para o Furacão.
A ascensão do time B atleticano também tem a ver com a confiança, avisam os rivais. "Eles ganharam vários jogos nos últimos minutos, isso gera confiança, principalmente em jogadores jovens. Para mim não é surpresa. Já tinha falado que a campanha deles no primeiro turno não era a campanha dos jogadores que o Atlético tem", opina o comandante do J. Malucelli, Sandro Forner, próximo adversário do Furacão domingo, às 16 horas, no Ecoestádio.
O técnico do Arapongas, Lio Evaristo, foi a última vítima do sub-23 perdeu por 2 a 1 no sábado passado. Ele destaca a estrutura do Atlético, mas principalmente o que os jogadores têm a oferecer ao clube. "Do meio de campo para frente tem muita qualidade. São jogadores rápidos e altos. É uma safra boa que o Atlético tem e que vai ajudar muito futuramente", projeta.
Opinião
O time A se sente pressionado com o sucesso do time B?
Edson Militão
"Existe uma pressão, mas é o tipo de pressão boa, para que o time principal não se sinta acomodado. Vejo como um estímulo."
Carneiro Neto
"Com a ascensão do sub-23, a equipe principal tem a obrigação de demonstrar um bom futebol diante do Brasil de Pelotas. Mas essa foi uma situação criada pela própria diretoria."
Luiz Augusto Xavier
"O jogadores da equipe sub-23 sentiriam-se pressionados se colocassem o profissional para jogar a possível decisão do Paranaense."
Tiago Recchia
"Se havia alguma chance de ter time titular na final, agora vão prestigiar o sub-23 até o fim do Estadual."
Raio-X
Um breve resumo do time sub-23 atleticano:



