
Ponta Grossa - Se o Fantasma, como é conhecido o Operário de Ponta Grossa (Campos Gerais) já conseguiu assustar os times da capital no passado, a realidade hoje não é mais a mesma. Na comemoração do centenário do clube nesta terça-feira (01), que contou com o encontro de ex-jogadores no Estádio Germano Krüger e uma partida entre os veteranos do clube contra os do Guarani, a outra agremiação da cidade, o próprio time é que está sendo assombrado pela falta de calendário. Com a sexta colocação no Paranaense, o Alvinegro não conseguiu classificação para a série D do Brasileirão e não joga mais até o ano que vem.
Sem alternativa, os jogadores já estão sendo dispensados ou emprestados. "Aqueles que vieram de outras equipes já estão voltando para seus times e os que são do Operário serão emprestados para outros clubes. Alguns dos nossos já estão indo para o Foz do Iguaçu e para o Serrano jogar a Série Prata", afirma o presidente do Operário, Carlos Roberto Iurk.
O dirigente afirma que, por enquanto, o foco do clube será a equipe sub-18. "Temos um plano de trabalho voltado para esses jogadores mais jovens. Vamos divulgar mais informações sobre isso nos próximos dias", reforça.
O ex-goleiro Ladel, que defendeu o Operário entre 1980 e 1981, lamenta que o time seja desmontado ainda nos primeiros meses de 2012, mas acredita que o investimento nos mais jovens seja um caminho seguro. "Neste ano o Operário foi mal no primeiro turno do Paranaense. Faltou, justamente, uma preparação para a primeira fase", sustenta.
O torcedor Joel Melo, de 76 anos, conta que chegou a participar do time juvenil do Operário em 1951. Depois veio a oportunidade de defender a camisa do Guarani Esporte Clube, principal rival ponta-grossense do Fantasma. Ele participou de vários clássicos "Ope-Guá". "O Fantasma já assustou mais. Lembro que tive orgulho de uma partida em que ganhamos por 2X0 do Operário, em 1956. Era gratificante ganhar de um adversário como esse", recorda. Depois que parou do jogar, Joel passou a ser torcedor do Operário.



