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História

"Só esperava um bom jogo, não que viraria ídolo", diz Krüger sobre sua 1ª partida no Coxa

Nesta segunda-feira completam-se 46 anos da primeira das 252 partidas pelo Coxa do maior ídolo alviverde

  • Leonardo Bonassoli
Dirceu Krüger segue no Coritiba 46 anos depois depois da estreia |
Dirceu Krüger segue no Coritiba 46 anos depois depois da estreia
 
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No coração do torcedor do Coritiba, um nome está no ponto mais alto na galeria de ídolos: Dirceu Krüger. Há exatos 46 anos, no dia 27 de fevereiro de 1966, o Flecha Loira, apelido pelo qual é conhecido, fazia sua primeira partida pelo Coxa de um total de 252. A estreia contra o Grêmio, pelo Torneio de Verão, no Estádio Belfort Duarte, atual Couto Pereira, foi brindada com um gol, o primeiro de seus 58 pela camisa do Coxa. A partida estava 1 a 0 para os gaúchos e o ídolo - que desde então nunca mais deixou de trabalhar no clube - deu mostras do que se tornaria ao anotar o empate no último minuto.

“Naquele momento eu pensava apenas em fazer uma boa partida, em cair nas graças do torcedor, não imaginava que construíria uma história como a que tenho no clube. Era um adversário chatíssimo, o Grêmio, que tinha um grande time e uma rivalidade com a gente por causa da moedinha na Taça Brasil [a polêmica partida decidida num inusitado sorteio a favor dos gaúchos foi em 1960]”, disse Krüger, que, aos 20 anos, não esperava que fosse virar o maior ídolo da história do clube.

O meio-campista nasceu no bairro da Barreirinha, na região norte de Curitiba, e lá deu seus primeiros chutes no Combate Barreirinha, famoso clube amador. Na sequência, passou a defender o União Ahu. Com 17 anos, Krüger chegou no Britânia, um dos clubes que deram origem ao Paraná. Em 1966, a diretoria do Coritiba o buscou para reforçar a equipe que ganharia praticamente tudo na década seguinte dentro no cenário estadual.

“Foi muita gente da família, amigos da Barreirinha e do Ahu. Todos torcendo para um bom início. Naquele tempo, a Barreirinha era quase 100% coxa-branca”, contou o ex-meia.

Krüger se eternizou como símbolo de superação e dedicação ao clube. O meio-campista conhecido pela velocidade, pelas assistências com classe e por ter sobrevivido a uma gravíssima lesão abdominal após um choque com o goleiro do Água Verde em 1970, passou a ser funcionário da comissão técnica do clube quando pendurou as chuteiras no fim de 1975. O ídolo fez 185 partidas como treinador do Coxa e incontáveis como auxiliar e observador técnico. Como homenagem, o clube nomeou os alojamentos da categorias de base no Couto Pereira com o nome do ex-atleta no ano passado.

“Sou eternamente agradecido por estes 46 anos, a todas as diretorias por terem me dado condição de continuidade, seja como jogador ou como funcionário. A torcida nem se fala, pois sempre me aceitou e sempre admirei e os admiro. Agradeço também a todos funcionários e ex-jogadores com quem convivi”, concluiu o ex-meia com a voz embargada.

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