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Preconceito

Conmebol diz que não tem como conter racismo de torcedores

Presidente da entidade afirmou ainda que "o racismo não está ligado só ao futebol". Jogador Tinga foi alvo de manifestações racistas em jogo do Cruzeiro na Libertadores

Tinga foi alvo de racismo por torcedores peruanos em jogo da Libertadores | Vipcomm
Tinga foi alvo de racismo por torcedores peruanos em jogo da Libertadores (Foto: Vipcomm)

O presidente da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), Eugenio Figueredo, repudiou o caso de racismo contra o volante Tinga, do Cruzeiro, em jogo da última quarta-feira, no Peru, mas ressaltou as dificuldades em conter as atitudes dos torcedores.

Leia a coluna de André Pugliesi sobre o racismo no futebol

O jogador do time mineiro entrou aos 20 minutos do segundo tempo na derrota por 2 a 1 para o Real Garcilaso, pela Taça Libertadores, em Huancayo, a 300 km de Lima (Peru). Quando tocava na bola, a torcida imitava macacos.

"A Conmebol se preocupa, mas o racismo não está ligado só ao futebol. Isso acontece em diversas áreas. E nesse caso específico, não foi de jogadores. Foi um ato racista de torcedores. Não temos como segurar torcedores. Mas a Conmebol lamenta que isso ainda aconteça em estádio de futebol", disse Figueredo, que está em Florianópolis para acompanhar o seminário das seleções que jogarão a Copa do Mundo, realizado pela Fifa.

O mandatário da entidade, que não determina a possível pena ao Real Garcilaso, ressaltou ainda que o caso está sendo analisado pela Unidade Disciplinar da Conmebol.

A reportagem apurou que a orientação do Comitê Disciplinar da Fifa, que serve de base para as confederações, em casos de racismo envolvendo torcedores é o de, na primeira vez, punir o clube com multa e obrigá-lo atuar com portões fechados.

Apenas na reincidência o time é punido mais severamente, com perda de pontos, rebaixamento e até eliminação da competição.

Cinco casos de racismo julgados por Fifa e pela Uefa (União Europeia de Futebol), em 2013, semelhantes ao de Tinga, resultaram em jogos com portões fechados.

No ano passado, o combate ao racismo foi considerado prioridade para a Fifa, que criou um código com as possíveis punições.

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