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Liga dos Campeões

Copa dos Campeões testa os protagonistas do Mundial de 2014

Com as principais estrelas do continente, mais valioso torneio de clubes do planeta inicia hoje uma prévia da Copa do Mundo no Brasil

Em baixa na seleção brasileira, Lucas conta com uma boa campanha na Liga dos Campeões, pelo PSG, para voltar a brilhar | Yorgos Karahalis/ Reuters
Em baixa na seleção brasileira, Lucas conta com uma boa campanha na Liga dos Campeões, pelo PSG, para voltar a brilhar (Foto: Yorgos Karahalis/ Reuters)

A base da seleção campeã mundial. O maior jogador do planeta. O craque e o capitão do anfitrião. Os principais nomes e a filosofia de jogo dos europeus com mais títulos. A Liga dos Campeões 2013/14 abre hoje, com o início da fase de grupos, uma prévia da Copa do Mundo do ano que vem. Todos os protagonistas e candidatos a estrela do torneio de seleções estarão em campo na mais valiosa competição de clubes do mundo.

O Barcelona é o time que concentra a maior variedade de amostras da Copa. Mesmo sem Pep Guardiola, mantém o DNA de toque de bola da seleção espanhola, comandado por Xavi e Iniesta, motores também da equipe catalã. Um esquadrão reforçado por Lionel Messi, que conduziu a Argentina à classificação antecipada ao Mundial, e agora por Neymar, que carrega a maior dose de responsabilidade por fazer do Brasil campeão dentro de casa.

Na Europa, a missão do Barcelona será retomar a hegemonia abalada pela eliminação implacável na semifinal do ano passado, diante do Bayern de Munique (7 a 0 na soma dos placares). A ameaça alemã concretizada na edição passada da Liga dos Campeões pode se estender à Copa do Mundo. O Bayern tem a base da seleção de Joachin Löw (sete jogadores). O Borussia Dortmund, vice-campeão europeu, é o clube que melhor aplica o conceito de aposta em jovens jogadores, pilar do renascimento do futebol no país.

Respeitado mais pela tradição do que pelos últimos resultados, o futebol italiano apresentará no torneio de clubes europeu as mesmas armas que Cesare Prandelli levará ao Mundial. A zaga titular da Azzurra joga na Juventus, fiel seguidora da tradição defensiva do país. O novo perfil ofensivo é dividido entre Napoli (estilo) e Milan (os jogadores, Balotelli e El-Shaarawy).

"Temos demonstrado uma mentalidade ofensiva, conseguindo bons resultados com um jogo baseado em posse de bola, sofrendo poucos gols e marcando nove em três partidas", resume Rafa Benítez, técnico do Napoli, líder do Campeonato Italiano.

O Napoli foi o quarto time da Liga dos Campeões que mais gastou na última janela de transferências da Europa. Investimento de R$ 276,5 milhões, inferior apenas aos de Real Madrid (R$ 548,6 milhões), Manchester City (R$ 370,4 milhões) e Paris-St. Germain (R$ 353,4 milhões).

Ao todo, os 32 clubes da LC gastaram R$ 3,9 bilhões na aquisição de jogadores. Um montante que embaralhou as forças do continente. O Barça buscou Neymar para voltar a vencer. O Real Madrid fez de Gareth Bale o jogador mais caro da história com o objetivo de conquistar o 10.º título europeu. Após anos de movimentação tímida, Juventus (R$ 101,9 milhões) e Napoli aqueceram o mercado italiano.

O Bayern tirou do Dort­­mund seu principal jogador, Mario Götze. Arsenal, Man­­­­ches­­ter City e Chelsea fizeram três das mais caras aquisi­­ções da janela: Özil (5.º), Fernandinho (7.º) e Wil­­lian (10.º, respectivamente).

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